• Já cheira a Verão
  • Do Brasil a Portugal vão 6764.257 km de ilustração
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia

Papa encontra-se com episcopado português

Bento XVI pede aos bispos que acolham novos movimentos

13.05.2010 - 19:05 Por Bárbara Wong

  • Votar 
  •  | 
  •  6 votos 
Para Bento XVI é necessário um “laicado maduro” Para Bento XVI é necessário um “laicado maduro” (Enric Vives-Rubio)
Antes de sair de Fátima, o Papa encontrou-se com os bispos portugueses para lhes dar alguns recados: mais atenção aos fiéis, maior acolhimento aos novos movimentos, mais responsabilidade para com os padres. Bento XVI pediu ainda que não esqueçam a pobreza, em especial a dos países lusófonos.

Na Casa de Nossa Senhora do Carmo, o sucessor de São Pedro começou por agradecer o convite para vir a Portugal e a organização da visita. De seguida e tal como fez à chegada, o Papa chamou a atenção dos bispos para os leigos, para a necessidade destes serem mais activos e participativos na sociedade. Cabe aos bispos “oferecer a todos os fiéis uma iniciação cristã exigente e atractiva, comunicadora da integridade da fé e da espiritualidade radicada no Evangelho, formadora de agentes livres no meio da vida pública”.

Para Bento XVI é necessário um “laicado maduro”, ou seja, cristãos que sejam “verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo, sobretudo nos meios humanos onde o silêncio da fé é mais amplo e profundo: políticos, intelectuais, profissionais de comunicação que professam e promovem uma proposta mono-cultural com menosprezo pela dimensão religiosa e contemplativa da vida”. É nesses meios que estão “crentes envergonhados”. Por isso, o Papa interpela os bispos para que apoiem esses leigos para que vivam “ a liberdade cristã”.

O Papa recorda as palavras do seu antecessor que falava da renovação da Igreja através de “grandes correntes, movimentos e testemunhos de santidade”, ou seja, em vez dos “simples discursos ou apelos morais”, os bispos devem apoiar, acolher e compreender as “novas realidades [que] queiram viver na Igreja comum”, isto é, os movimentos. Bento XVI confessa-lhes “a agradável surpresa” que teve ao contactar com esses novos grupos. “Observando-os, tive a alegria e a graça de ver como, num momento de fadiga da Igreja, num momento em que se falava de “inverno da Igreja” o Espírito Santo criava uma nova primavera, fazendo despertar nos jovens e adultos a alegria de serem cristãos”.

Os bispos portugueses devem ainda preocupar-se com os sacerdotes. “Redescobri, amados irmãos, a paternidade episcopal sobretudo para com o vosso clero. Durante demasiado tempo se relegou para segundo plano a responsabilidade da autoridade como serviço ao crescimento dos outros, e antes de mais ninguém dos sacerdotes”, alerta.

O Papa não esqueceu a situação económica e social que o país atravessa e recomenda aos bispos que “criem e aperfeiçoem as organizações existentes, com criatividade para corresponder a todas as pobrezas, mesmo a da falta de sentido de vida e de ausência de esperança”. O episcopado português não deve esquecer as dioceses dos países lusófonos e continuem a apoiá-los. O seu discurso termina com uma bênção “extensiva aos familiares e comunidades diocesanas”.

Estatísticas

  • 9 leitores
  • 1 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1437112

Comentário + votado

Novos "movimentos" ..

Porque será que as aparições só foram denunciadas noutros tempos? Agora que poderíamos registá-las ...

Um comentador

13.05.2010 22:13

X

Mais em Sociedade (36 de 37 artigos)

A chamada “oração eucarística” foi rezada em latim Latim e gestos antigos na missa de Fátima