Condenação legitima proposta para acabar com distinção entre acto lícito e ilícito

BE critica “ligeireza da sentença” que sentenciou Domingos Névoa

23.02.2009 - 20:22 Por Lusa

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O caso do Bragaparques remonta a 2006 O caso do Bragaparques remonta a 2006 (Pedro Velez (arquivo))
O Bloco de Esquerda criticou hoje a "ligeireza da sentença" que condenou Domingos Névoa ao pagamento de uma multa de cinco mil euros por corrupção activa no caso Bragaparques.

"Tendo ficado provada a tentativa de corrupção, a ligeireza da sentença não pode deixar de ser encarada como um sinal para todos os prevaricadores de que a corrupção compensa", considerou o BE, em comunicado.

O administrador da Bragaparques, Domingos Névoa, foi condenado pelo Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, a 25 dias de multa a 200 euros cada, totalizando cinco mil euros, pelo crime de corrupção activa para prática de acto lícito.

O despacho de pronúncia imputava o crime de corrupção activa para a prática de "acto ilícito" mas o acórdão proferido hoje refere "acto lícito". No comunicado, o Bloco de Esquerda lembrou que apresentou uma proposta para acabar com a distinção entre corrupção entre `acto lícito´ e `acto ílicito´, no âmbito do pacote legislativo contra a corrupção, iniciativa rejeitada pelo PS.

"A sentença aplicada a Domingos Névoa confirma a validade da posição do Bloco e o papel do PS para que o combate à corrupção continue uma longínqua prioridade no nosso País", frisou. Domingos Névoa estava acusado de um crime de corrupção por alegadamente tentar subornar o vereador da Câmara Municipal de Lisboa José Sá Fernandes, para que este desistisse de uma acção judicial.

Em causa estava a acção popular interposta por José Sá Fernandes, quando o actual vereador era ainda candidato do Bloco de Esquerda às eleições autárquicas, contestando o negócio de permuta dos terrenos do Parque Mayer, pertencentes à Bragaparques, com os terrenos municipais da antiga Feira Popular.

A alegada tentativa de corrupção foi denunciada em 2006 pelo irmão do vereador, o advogado Ricardo Sá Fernandes, que contou que Domingos Névoa teria tentado usá-lo como intermediário no "negócio", propondo o pagamento de 200 mil euros a José Sá Fernandes para que este desistisse de levar a permuta a tribunal.

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Maioria silenciosa

Maioria silenciosa cumpridora? Pergunto-me se assim o é! A corrupção está impregnada no ADN da ...

Von Paulus

24.02.2009 20:55

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