O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Pedro Nunes, desafiou o chefe do executivo madeirense, Alberto João Jardim, a declarar a independência da Madeira, se não quer cumprir a lei nacional que atribui àquele organismo idoneidade e competência para avaliar e decidir sobre capacidade formativa dos médicos internos.
"Alberto João Jardim é presidente do governo regional, mas tem de perceber algo muito concreto: ou declara independência do país ou, se a Madeira faz parte do todo nacional, há legislação nacional" a cumprir, frisou Pedro Nunes. Enquanto persistir a recusa da Madeira em permitir a avaliação extraordinária do Centro Hospital do Funchal e dos centros de saúde do arquipélago, que deveria ter sido realizada até Setembro passado, o bastonário da OM garante que não permitirá a abertura de novos internatos em 2011. Pedro Nunes responsabiliza a secretário regional dos Assuntos Sociais pelos entraves "de natureza administrativa absolutamente absurdos" à vinda da OM em Julho passado.
Jardim Ramos reagiu garantindo que tinha “ recebido dos colégios de especialidade da Ordem dos Médicos (OM) pareceres favoráveis para haver formação em 2011 nos serviços do Hospital Central do Funchal”. O governante com a tutela da saúde acusa Pedro Nunes de “protelar a avaliação” por tais colégios que, diz, foram “barrados pela posição do senhor bastonário, o que é uma forma lamentável de estar à frente de uma instituição como é a OM”. Adiantou ainda que estabeleceu conversações com a ministra da Saúde, para, se a situação não ficar resolvida até 31 de Dezembro, “pelo menos assegurar que os médicos internos possam ter assegurada capacidade formativa até essa situação da Ordem estar desbloqueada”.
Por seu lado, Alberto João Jardim reduz a situação a “um conflito que tem natureza política”. Como “o presidente da Ordem dos Médicos está de saída, eu não queria fazer dele uma pessoa importante e, portanto, nós vamos seguir o nosso caminho e o presidente da Ordem dos Médicos vai à vida e não tem qualquer importância para nós”, conclui.


