Bastonário dos advogados acusa autoridades de práticas próprias de “Estados terroristas”

27.01.2009 - 09:13 Por PÚBLICO
O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto, falou ontem em “terrorismo de Estado” devido à realização de buscas com “mandados em branco”, numa entrevista concedida à rádio TSF.
O Ministério Público e a polícia são acusados de irem a “escritórios de advogados” sem que haja suspeitas sobre eles, “unicamente para recolher elementos que possam interessar a algumas investigações”, o que constitui uma “prática própria de estados terroristas”, disse o bastonário dos advogados, citado no “site” da TSF.
Marinho e Pinto considerou assim inaceitáveis as buscas a escritórios de advogados, como a que ocorreu no escritório de Vasco Vieira de Almeida, um dos maiores do país, a propósito do caso Freeport.
Falou ainda na necessidade de “se salvaguardar os princípios basilares do Estado de direito” e acusou o Ministério Público e as polícias de alimentarem um clima de promiscuidade com a Comunicação Social.
Na sua opinião, há “uma promiscuidade entre os maus investigadores e o mau jornalismo em Portugal”, sem qualquer preocupação de que “a manutenção deste estado de coisas crie um nevoeiro de suspeita terrível sobre a dignidade e inocência das pessoas”.

