Bastonário considera inviável exclusividade dos médicos no serviço público

29.07.2008 - 10:43 Por Lusa
O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, considerou que as medidas do Governo para forçar os médicos a optar pelos serviços públicos em exclusividade não é viável.
"Parece-me muito grave que se obrigue os médicos à exclusividade a um determinado serviço quando há uma carência tão grande de médicos que não estará resolvida entre quatro a cinco anos por mais alunos que entrem nas faculdades de medicina", disse Pedro Nunes.
O Governo quer impor aos médicos dedicação exclusiva ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), sem possibilidade de opção por um regime de trabalho parcial com o privado.
Pedro Nunes diz que a ideia é destrutiva para o SNS. "Os médicos acabariam por ir para onde lhes pagam mais", referiu. O responsável frisou que esta medida não é do interesse dos portugueses nem dos médicos
Por outro lado, o bastonário tem dúvidas quanto à legalidade da medida. "O médico é um cidadão como outro qualquer e portanto quando acaba as horas de trabalho que contratualizou com uma empresa, seja pública ou privada, faz o que bem entender", salientou.
O "Correio da Manhã" diz que o texto no qual consta a proposta do Ministério da Saúde foi enviada para os sindicatos com o título "Princípios Enformadores da Revisão" e vai ser objecto de negociação.

