• A cozinha coreana chegou de carrinha a Lisboa
  • A nova padaria francesa da baixa lisboeta
  • Passo-a-passo para preparar um rolo de sushi

Contrato de trabalho ilegal e salário inferior ao prometido

Barco português retido em Vigo por seis trabalhadores que afirmam ter sido enganados pelo armador

14.11.2007 - 19:38 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Segundo os seis homens, foi-lhes prometido 800 euros por mês, mas no final da faina apenas lhes foi oferecido 400 euros Segundo os seis homens, foi-lhes prometido 800 euros por mês, mas no final da faina apenas lhes foi oferecido 400 euros (Fernando Veludo/PÚBLICO (arquivo))
Um barco de bandeira portuguesa está há dez dias retido no Porto de Vigo, na Galiza, por iniciativa de seis pescadores de nacionalidade cabo-verdiana e senegalesa que afirmam ter sido "enganados" pelo armador no pagamento da faina.

Segundo Fernando Afonso, da Confederação Intersindical Galega, o patrão teria prometido pagar aos trabalhadores 800 euros por mês, mas, no final de três meses de faina, apenas lhes queria entregar 400 euros. "Estamos a falar de 400 euros pelos três meses, o que é uma coisa verdadeiramente inconcebível", criticou Fernando Afonso.

Os trabalhadores - dois cidadãos de Cabo Verde e quatro do Senegal - sentiram-se enganados e decidiram reter o barco, o "Bravo Aveiro" da empresa Farline, no Porto de Vigo, "até receberem o que lhes é devido".

De acordo com o sindicalista, o armador teria prometido que aqueles trabalhadores iriam pescar em águas africanas, mas, entretanto, levou-os para águas europeias, alegando que ali teriam "um contrato melhor". "Foi um logro autêntico", denunciou Fernando Afonso.

O sindicalista disse ainda que o contrato que o armador firmou com os seis homens "não tem qualquer valor legal", pelo que, neste momento, os trabalhadores encontram-se "abandonados à sua sorte, sem dinheiro, sem comida, sem contrato e sem possibilidades de regressarem aos seus países de origem".

Segundo Fernando Afonso, o armador prometeu que "poria todas as contas em dia" amanhã, pagando os 800 euros por cada mês de trabalho e disponibilizando os bilhetes para os seis pescadores poderem regressar a casa. "Vamos esperar para ver", acrescentou, garantindo que os sindicatos vão participar esta situação à Capitania e à Inspecção do Trabalho.

Nestes dez dias, os trabalhadores, que se encontram barricados no barco, "vivem em condições desumanas e já com falta de alimentos", acrescentou o sindicalista.

Estatísticas

  • 13 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1310662

Comentário + votado

X

Mais em Sociedade (14 de 17 artigos)

A suspensão o educador foi solicitada pela direcção da Casa Pia Funcionário da Casa Pia suspenso por despacho do ministro da Solidariedade Social