No Dia Mundial da Alimentação, que hoje se assinala, a Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome alerta que há hoje mais pessoas a pedir ajuda do que nos anos anteriores. Em 2006, foram 216 mil as pessoas que receberam alimentos.
Isabel Jonet diz não ter dúvidas: "Tenho a certeza que há mais pobres a pedir ajuda".
Esse número, com base na realidade que vai constatando, tem sido engrossado por aqueles a quem chama "novos pobres", pessoas que têm emprego e recebem salário, mas cujo rendimento não dá para satisfazer as necessidades da família.
O crescimento dos pedidos de ajuda pode também ser atribuído ao facto da oferta proporcionada pelos 13 bancos alimentares existentes em Portugal também ter aumentado, com o crescimento dos donativos.
Embora os bancos alimentares não prestem ajuda directamente, mas através de instituições, a presidente da organização tem os números referentes ao ano passado: 216 mil pessoas beneficiaram da ajuda alimentar através de 1200 organizações de solidariedade social.
Número de instituição a solicitar apoio tem vindo a aumentar
E o número de instituições a solicitar mais apoio dos bancos alimentares também não tem parado de subir, assegura Isabel Jonet.
Ao todo, foram entregues a essas instituições 18.400 toneladas de alimentos em 2006, o que corresponde a 78 toneladas por dia.
A maioria dos bens alimentares distribuídos são doados pela indústria alimentar (40 por cento) e pelo sector agrícola (com um valor semelhante), tendo os restantes 20 por cento origem nas campanhas de recolha feitas junto da população nos supermercados e nas grandes superfícies de distribuição alimentar.
Pelo facto de os donativos aos bancos alimentares poderem ser deduzidos pelas empresas no imposto IRC, aquelas instituições já constituem um parceiro económico para industriais e agricultores, que antes atiravam fora os produtos que agora doam, salienta Isabel Jonet.
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