Avião da TAAG vai transportar vítimas do acidente aéreo em Angola 
28.06.2007 - 17:56 Por Cláudia Bancaleiro, com agências
Um Boeing 727-300 da transportadora aérea angolana TAAG deixou esta tarde Luanda com destino ao aeroporto de Mbanza Congo, onde esta tarde se despenhou um avião com 78 pessoas a bordo, provocando pelo menos seis mortos. O aparelho, que transporta equipas e meios técnicos de apoio às operações de socorro, vai servir para o transporte das vítimas do acidente.
O porta-voz da TAAG, Carlos Vicente, confirmou ao PUBLICO.PT que um Boeing 737 despistou-se após a aterragem no aeroporto de Mbanza Congo, na província do Zaire, "por causas ainda por apurar". O responsável indicou que entre a ajuda que vai chegar de Luanda está uma equipa de técnicos que irá tentar determinar o que provocou o acidente.
O porta-voz disse ainda que a TAAG está a prestar "todo o auxílio possível" aos familiares dos passageiros do avião acidentado.
Segundo a agência angolana Angop, a equipa é chefiada pelo vice-ministro dos Transportes para a Aviação Civil, Hélder Presa, e formada por técnicos do Instituto Nacional de Aviação Civil, da Empresa Nacional de Seguros de Angola, da Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea e médicos e enfermeiros da própria companhia aérea.
Testemunhas no local avançaram à Angop que um Boeing 737-200 da TAAG, que efectuava a ligação entre Luanda e Mbanza Congo, estava já em processo de aterragem quando se terá despistado, depois de um dos trens do avião ter partido. As mesmas fontes indicaram que o aparelho ficou dividido em duas partes, que acabaram por embater em duas residências e três viaturas.
O aparelho levava 78 pessoas a bordo. Fontes do hospital central da província do Zaire — para onde os feridos foram transportados — confirmaram à SIC que uma pessoa morreu em terra, três morreram no avião e duas no hospital. A Angop avança que entre as vítimas mortais está o co-piloto do aparelho, o administrador municipal de Mbanza Congo, Manuel Cristóvão "Paciência", e o padre da igreja local, o italiano George Zullanello, ambos passageiros. Dois outros passageiros e o ocupante de uma das viaturas morreram também no acidente. Estas informações não foram confirmadas oficialmente.
Quanto ao número de feridos, o director do hospital provincial de Mbanza Congo, Domingos Silva, disse à Lusa que naquela unidade deram entrada 66 pessoas, oito das quais foram já transferidos para Luanda, devido à gravidade dos ferimentos sofridos. "Destas oito pessoas, cinco estão em estado mais grave, tendo sofrido traumatismos cranianos. Os outros três têm fracturas múltiplas", acrescentou o responsável.
Fonte da TAAG indicou à agência noticiosa angolana que o Boeing 737-200, adquirido pela companhia em 1976, tinha "algumas debilidades técnicas", apesar de ter sido sujeito a manutenção na Roménia. O porta-voz da companhia aérea recusou-se a adiantar ao PUBLICO.PT se foram problemas técnicos que provocaram o acidente, remetendo quaisquer explicações para a equipa técnica de Luanda.
Interdição da TAAG na Europa vai suspender dez voos semanais para Lisboa
A Comissão Europeia anunciou hoje, horas antes do acidente, que a TAAG foi incluída na lista negra de companhias áreas impedidas de voar no espaço europeu. Com esta decisão, e segundo o Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC), dez voos semanais da transportadora angolana para Lisboa vão ser suspensos. A TAAG realiza seis voos semanais de ida e volta entre Luanda e Lisboa. A companhia aérea angolana opera outros dois voos semanais de ida para Lisboa, com regresso a partir de Paris e de Londres.
De acordo com o INAC, serão também suspensas as duas ligações semanais a Lisboa asseguradas por aviões da TAAG ao serviço da transportadora oficial são-tomense, a STP Airways.

