A entrada de uma ave no reactor do avião da TAP, que iniciava o voo de Luanda para Lisboa hoje às 7h30 locais, foi a principal causa para que o comandante do aparelho decidisse voltar a aterrar no aeroporto da capital angolana, confirmou fonte oficial da TAP à Lusa.
"O aparelho tinha acabado de levantar voo, quando uma ave entrou no reactor. Imediatamente foram accionados todos os procedimentos. Um deles é decidir voltar a aterrar para verificar danos", disse a mesma fonte.
O avião, um Airbus, "nunca esteve em situação de perigo iminente" e "deverá tomar muito rapidamente a operação", revelou fonte oficial da transportadora aérea portuguesa, acrescentando que "o problema foi detectado em pleno voo e o avião regressou ao aeroporto de Luanda, onde estacionou às 7h55 horas locais".
Segundo a TAP, foram realizados todos os procedimentos para atacar o problema denominado 'bird strike', que tanto pode originar situações graves, -- como a mais recente aterragem no rio Hudson, em Nova Iorque, do avião da US Airways-- ou apenas incidentes.
Os 250 passageiros e tripulantes estão, neste momento, a bordo do aparelho. O Airbus, imobilização na placa do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, está a ser inspeccionado por técnicos de manutenção. Trata-se do voo TP 252, com partida de Luanda e destino Lisboa.
Fontes aeroportuárias não confirmaram à Lusa a existência de chamas. O avião descolou de Luanda às 7h30 locais (mesma hora em Lisboa) e regressou pouco depois ao aeroporto após a detecção da avaria, tendo aterrado em segurança.


