A Direcção-Geral da Saúde e as autoridades angolanas criaram mecanismos para prevenir a entrada em Portugal do vírus de Marburg, que já matou 106 pessoas na província do Uíge, disse um responsável deste organismo.
Francisco George, subdirector geral da Saúde, explicou que está em funcionamento um "circuito de comunicação" entre a entidade portuguesa que coordena a saúde pública, a Direcção Geral da Saúde, e o Ministério da Saúde de Angola. Além disso, "foi criado um mecanismo de informação para aconselhar os passageiros que tenham estado no Uíge nos últimos 21 dias e que podem ter o risco de adoecer", pormenorizou o subdirector geral da Saúde, adiantando que é fornecida informação aos passageiros antes do embarque e à chegada aos aeroportos nacionais.
Se alguém adoecesse em Portugal, Francisco George asseverou que há hospitais preparados para receber este tipo de casos.
O responsável explicou que "este tipo de epidemia é normalmente circunscrita e tem pouca propensão para a propagação".
Francisco George adiantou que a colaboração entre as autoridades portuguesas e angolanas decorre "desde o primeiro dia do problema", através do envio de material "de protecção individual para médicos, enfermeiros e técnicos de saúde.
A província do Uíge, no norte de Angola, está a ser afectada por uma febre hemorrágica originada pelo vírus de Marburg, que já levou o Governo angolano e a Organização Mundial de Saúde a declarar a existência de uma epidemia desta doença em Angola. A doença, que tem como principal vector o macaco verde, transmite-se por contacto com fluidos corporais, como o suor, a saliva ou o sémen, de indivíduos infectados.


