• E se para comprares um disco externo pagasses direitos de autor?
  • Passo-a-passo para preparar um rolo de sushi
  • O romantismo de cada ruína

Produto potencialmente cancerígeno importado do Reino Unido

Autoridades portuguesas desaconselham consumo de molho inglês

23.02.2005 - 12:43 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
As autoridades de controlo alimentar garantem que retiraram do mercado as embalagens das marcas idetificadas As autoridades de controlo alimentar garantem que retiraram do mercado as embalagens das marcas idetificadas (Miguel Silva/PÚBLICO)
A Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar alertou hoje os portugueses para que não consumam molho inglês até que sejam divulgados os resultados das análises a um produto potencialmente cancerígeno importado do Reino Unido.

"O meu apelo vai para que as pessoas deixem de consumir molho inglês enquanto não tivermos os resultados das análises aos produtos apreendidos e retirados do mercado em Portugal, até porque o molho inglês não é um produto de primeira necessidade", explicou à Lusa António Ramos, director-geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar.

Este responsável anunciou ontem que foram retiradas do mercado todas as embalagens de e com um molho inglês que pode conter um corante potencialmente cancerígeno importado do Reino Unido.

A actuação das autoridades portuguesas ocorreu depois de na sexta-feira a agência de segurança alimentar britânica (FSA) ter decidido retirar do mercado 359 produtos alimentares com um corante, o Sudan 1, potencialmente cancerígeno.

As autoridades portuguesas não revelaram quais as marcas que comercializam o molho inglês que pode conter a substância potencialmente cancerígena por não terem sido autorizadas pelo Ministério Público.

"Eu não tenho nenhum problema em divulgar as marcas. Mas o Ministério Público, a quem está entregue o caso, não autoriza essa divulgação até que haja resultados das análises aos produtos apreendidos em Portugal", justificou António Ramos.

Segundo o responsável, este princípio é uma forma de "salvaguardar os direitos das empresas", até "porque só depois dos resultados se pode confirmar a presença da substância potencialmente cancerígena".

De acordo com António Ramos já foram recolhidas amostras do molho inglês e as análises deverão estar prontas dentro de três ou quatro dias.

Depois de terem recebido informações pela rede de alerta europeia, as autoridades portuguesas descobriram que uma empresa das Caldas da Rainha recebia o produto em causa, comercializado como molho inglês, que reembalava para outros fornecedores. Nessa empresa foram apreendidos 16.800 litros do produto e o caso foi depois entregue ao Tribunal Judicial das Caldas da Rainha.

A Direcção-Geral de Fiscalização e Controlo da Qualidade Alimentar identificou as marcas e os lotes que continham o produto e retirou do mercado "todas as embalagens", assegurou António Ramos.

Os 359 produtos alimentares retirados do mercado britânico são habitualmente comercializados por cadeias de supermercados no Reino Unido, como a Asda, Waitrose, Tesco, Marks and Spencer e Sainbury's, e contêm um molho produzido pela empresa Premier Foods, denominado "Crosse and Blackwell Worcester Sauce".

Um lote de pimenta em pó com o colorante Sudan 1 - um produto de uso proibido no fabrico de alimentos na União Europeia - foi usado no fabrico do molho agora retirado do mercado. O Sudan 1 é normalmente utilizado para dar cor vermelha aos solventes, cera ou graxa e, segundo António Ramos, é usado em alguns países orientais para dar cor às especiarias.

Nos 359 produtos apreendidos pelas autoridades britânicas incluem-se empadas, pizzas, coxas de frango, salsichas ou chili com carne.

Entre as marcas - para além dos chamados produtos brancos disponíveis em várias cadeias de supermercados - encontram-se a Unilever, a Heinz ou a McDonald's.

Estatísticas

  • 566 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1216631

Comentário + votado

X

Mais em Sociedade (6 de 13 artigos)

O novo cartão torna o acesso aos cuidados de saúde mais fácil e simplificado durante uma deslocação temporária a outro Estado-membro da UE Cartão europeu de saúde começa a ser emitido em Março