O autor dos disparos ocorridos na manhã de ontem nas instalações de Viseu da Moviflor e da seguradora Açoreana morreu esta madrugada num acidente de viação.
Fonte da Polícia Judiciária (PJ) explicou à Lusa que o homem "teve um acidente numa ravina dos arredores de Águeda" e "terá falecido no local".
Ivo Almeida, adjunto dos Bombeiros Voluntários de Águeda, indicou, por sua vez, à Lusa que a velocidade excessiva e o piso molhado terão estado na origem do despiste que ocorreu na Estrada Nacional 336, entre Belazaima e Redonda. Segundo o responsável, o alerta para o acidente foi dado por um civil às 03h25.
"Pelo estado em que ficou a viatura, aparentemente ele iria com excessiva velocidade. O piso estava molhado, despistou-se e embateu contra um eucalipto", explicou Ivo Almeida, acrescentando que os trabalhos de desencarceramento do indivíduo demoraram cerca de uma hora.
O corpo foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Aveiro cerca das 06h00.
O indivíduo de 30 anos, que vivia com os pais em Maçarocas, São Pedro do Sul, estava a ser procurado desde ontem pela PSP, GNR e PJ depois de ter disparado um tiro de caçadeira contra o supervisor da loja da Moviflor de Viseu. A vítima, de 34 anos, acabou por morrer já no bloco operatório do Hospital de S. Teotónio.
Depois do disparo naquele estabelecimento comercial, o homem seguiu para as instalações da seguradora Açoreana, tendo valido a intervenção de um mediador da agência, de 62 anos, que evitou que disparasse contra os seis os funcionários que aí se encontravam.
Antes da chegada da polícia, o indivíduo pôs-se em fuga num Seat Ibiza que tinha estacionado nas proximidades.
Segundo a PSP, na origem dos disparos terá estado um "ajuste de contas". O suspeito "foi funcionário da Moviflor, de onde saiu após um acidente de trabalho", na sequência do qual andava a ser seguido por médicos da seguradora Açoreana. Presume-se que os tiroteios estejam relacionados com as indemnizações.


