Autarquia garante solução para lixeira a céu aberto na Ria Formosa até final do ano

25.08.2008 - 17:38 Por Lusa
A JSD alertou hoje para a existência de uma lixeira a céu aberto junto ao cais comercial de Faro, em pleno Parque Natural da Ria Formosa, situação que a Câmara Municipal já prometeu resolver até ao final deste ano.
Toneladas de resíduos verdes, como lenha velha, folhagem e raízes, mas também outros detritos urbanos podem ser vistos por quem passear junto ao cais comercial de Faro. Metros de alcatifas a imitar a relva verde, caixas de fruta de madeira, papéis, garrafas de plástico, latas de refrigerantes, maços de tabaco vazios e até publicidade de exposições "Allgarve" que tiveram lugar no ano passado são alguns dos lixos que se podem encontrar e que a céu aberto se vão deteriorando.
O caso veio a público por denúncia da JSD/Faro, que em comunicado de imprensa apelou ao executivo camarário (PS) para proceder "à rápida limpeza dos terrenos". "A JSD/Faro está perplexa com o cenário desolador encontrado no cais comercial, onde a poucos metros da Ria Formosa e da cidade estão amontoados numa autêntica lixeira a céu aberto (...) entulhos, desperdícios diversos, alcatifas, resíduos provenientes de jardins e outros", lê-se no mesmo documento.
A Comissão Política da JSD/Faro refere ainda que já alertou o executivo para a problemática da limpeza "inúmeras vezes". "É com desgosto e apreensão que se assiste à repetição sistemática destas situações", recorda o presidente da JSD/Faro, Bruno Lage, sustentando que apesar dos alertas lançados, a "inoperância" e o "desmazelo" continuam a ser uma realidade.
O presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, reconhece que a situação não devia existir e adiantou que até ao final deste ano haverá uma solução. Apolinário explicou que já foi lançado um concurso e que "no final deste ano" haverá uma solução para "remover o lixo". "Ao longo de vários anos, a Câmara Municipal foi depositando na zona do cais de Faro que lhe foi atribuída resíduos verdes. Para conduzir o lixo ao aterro é preciso pagar", admitiu o autarca farense.
A zona onde foi detectada a lixeira a céu aberto e onde existem igualmente cisternas de combustível da Galp deverá ser requalificada no âmbito de um plano para toda a frente ribeirinha de Faro, acrescentou.

