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Reunião ainda sem data oficial

Autarca de Alijó propõe esta semana ao ministro "solução integrada" para urgências no concelho

28.01.2008 - 15:17 Por Lusa

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Cascarejo sugere a criação de uma urgência básica para Alijó Cascarejo sugere a criação de uma urgência básica para Alijó (José Carlos Coelho)
O presidente da Câmara de Alijó vai reivindicar junto do ministro da Saúde, em reunião até ao fim da semana, uma "solução integrada para a saúde" do concelho, que "idealmente" deveria passar pela criação de uma urgência básica.

O socialista Artur Cascarejo disse hoje à Agência Lusa que vai reunir com o ministro da Saúde, Correia de Campos, "seguramente" ainda no decorrer desta semana, embora ainda não esteja agendada uma data oficial.

"Pretendemos fazer valer os nossos argumentos junto do senhor ministro para que, de uma vez por todas, se resolva este problema da saúde no concelho de Alijó", afirmou.

O pedido de assistência de uma família de Castedo, em Alijó, para um homem, que acabou por falecer na madrugada do dia 22 de Janeiro, evidenciou a descoordenação dos meios de socorro naquele concelho, desde os bombeiros ao INEM.

Por falta de tripulação dos bombeiros de Favaios, já que o motorista se encontrava de serviço sozinho, o INEM teve que chamar os de Alijó.

Esta situação que ocorreu menos de um mês depois do encerramento nocturno do Serviço de Atendimento Permanente (SAP), do centro de saúde de Alijó.

"A câmara não assinou o protocolo com o Ministério da Saúde porque este fechava o SAP, mas não criava alternativas no terreno para permitir a prestação de cuidados de saúde com qualidade aos nossos munícipes", salientou o autarca.

Cascarejo referiu que o concelho de Alijó "não possui acesso directo" a nenhuma auto-estrada ou itinerário principal e que as populações de algumas aldeias, "estão a mais de uma hora de distância" da urgência mais próxima, em Vila Real.

"No concelho também não há uma retaguarda articulada entre o INEM e os bombeiros para que, no período em que o concelho não está coberto, ou seja das 00:00 às 08:00, se possa responder a uma situação urgente, emergente ou até aguda", frisou.

Por isso agora, diz Artur Cascarejo, a autarquia vai tentar, juntamente com o ministério, encontrar uma "solução integrada" para Alijó.

O "ideal" para o autarca era a criação de uma urgência básica que, aliás, diz que "tem reivindicada desde a "primeira hora".

"Acho que Alijó tem todas as condições, comparativamente com outros sítios onde foram criadas as urgências básicas, para também a ter e, é isso que também vamos tentar reivindicar e exigir para o concelho".

No entanto, o autarca referiu estar "aberto" a outras soluções integradas que salvaguardem aquilo que considera ser "fundamental", nomeadamente que os munícipes de Alijó "tenham um atendimento na área da saúde 24 sobre 24 horas por dia".

"Hoje sabemos que os serviços de saúde de proximidade são absolutamente necessários e contribuem inclusive para não entupir os hospitais com situações que às vezes podem ser resolvidas a nível local", acrescentou.

Referiu que, no ano passado, o SAP de Alijó atendeu 28.800 casos, dos quais apenas 3.800 foram para reencaminhados para Vila Real.

"A grande maioria dos casos foram resolvidos localmente e isto é que está correcto, até porque as deslocações também custam dinheiro", frisou.

Artur Cascarejo manifestou ainda "total solidariedade" para com os bombeiros de Alijó, quer aos bombeiros da sede do concelho como aos de Favaios, porque considera que a polémica desencadeada pela situação de Castedo "não é da responsabilidade deles".

"Ficou provada a falta de coordenação dos meios do terreno entre o INEM, bombeiros e operadora do CODU. Mas quem tem a responsabilidade de colocar tudo isto a funcionar é o INEM e o Ministério da Saúde", salientou.

Salientou ainda a "imagem lesiva" do concelho de Alijó que passou para todo o país quando, na sua opinião, os bombeiros "não estavam preparados nem tiveram formação para ocorrer a esta situação".

As seis corporações do concelho, Alijó, Sanfins, Favaios, Pinhão, São Mamede de Ribatua e Cheires queixam-se de não terem qualquer tipo de protocolo com o INEM, que dizem dificultar a sua actuação.

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Sr Presidente, permita-me perguntar-lhe a si, autoridade maxima de Protecção Civil desse ...

Luis

02.02.2008 21:42

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