ONG faz sugestões aos jornalistas

Associação lança manual de apoio aos media sobre violência doméstica

29.03.2005 - 09:37 Por Lusa

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O tratamento jornalístico do tema foi alvo de preocupação da Soroptimist Internacional O tratamento jornalístico do tema foi alvo de preocupação da Soroptimist Internacional (Dulce Fernandes/PÚBLICO)
O Clube Porto da Soroptimist Internacional lançou ontem à noite, no Porto, um manual de apoio aos jornalistas sobre violência doméstica. Os activistas sugerem que a imagem da mulher seja preservada e que as notícias sobre o tema sejam inseridas na secção Sociedade e não na secção de Crime.

O projecto Estrada Larga passou, nos últimos meses, por várias acções de sensibilização nos distritos do Porto, Aveiro e Braga, terminando com o lançamento deste manual, que contou com a colaboração do jornalista Ivo Caldeira.

Do manual constam dados sobre a dimensão do problema da violência doméstica em Portugal, as medidas tomadas para o contrariar, um glossário com conceitos sociais e jurídicos relacionados com a questão, a lista dos meios disponíveis para protecção da mulher e sete propostas para os jornais.

Entre elas figura a sugestão de que as notícias sobre violência doméstica sejam incluídas não na secção de crimes mas na de sociedade, procurando integrar a questão nas suas causas e implicações sociais. Outra questão advogada pelo projecto é que a imagem da mulher deve ser preservada, mas que nem a vítima seja criminalizada, nem o agressor vitimizado.

A responsável pelo projecto, Teresa Rosmaninho, da Soroptimist, adiantou que o manual "é o primeiro passo de um debate que o Estrada Larga pretende que seja nacional em torno do jornalismo e violência doméstica".

O debate, disse, será feito num blogue criado para o efeito no endereço http://manualmediavd.blogspot.com, que contará com uma versão virtual do manual e permitirá a participação de todas as pessoas interessadas.

"Já há em Portugal, em termos de comunicação social, cuidados especiais quanto a menores e suicídios. O desafio é alargar essas medidas à mulher vítima de violência doméstica", referiu Teresa Rosmaninho.

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