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Animals Angels quer suspender mercado de Rates por maus tratos a animais

Associação de protecção de animais alemã queixa-se às autoridades de membros serem alvo de ameaça de morte em Portugal

01.05.2009 - 19:14 Por Ângelo Teixeira Marques

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Os activistas denunciaram o tratamento dos animais no mercado de Rates, na Póvoa de Varzim Os activistas denunciaram o tratamento dos animais no mercado de Rates, na Póvoa de Varzim (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
Uma associação alemã de defesa do bem-estar animal, a Animals Angels, anunciou, em comunicado, que apresentou queixas formais à Comissão Europeia (CE) e ao Estado Português na sequência de um caso de ameaças de morte que terá sofrido um dos seus membros e um outro de outra entidade congénere espanhola – a Associacion Nacional Para La Defensa de Los Animais (ANDA) – que investigavam as condições do mercado de gado da Associação de Produtores de Leite e Carne do Baixo Minho (Leicar), situado em S. Pedro de Rates, na Póvoa de Varzim.

Contactado pelo PÚBLICO, o presidente da Leicar, José Oliveira, rejeitou a hipótese de qualquer funcionário do mercado ter participado nos incidentes relatados pela associação alemã a quem apelida de “fundamentalista”, embora reconheça que existe um “mal-estar” entre os “negociantes” de gado e os elementos das associações que “seguem os camiões para todo o lado”.

O director da Animal Angels, Les Ward, que enviou ainda protestos a membros do Parlamento Europeu e às embaixadas de Portugal e da Alemanha (em Portugal) exigiu que as autoridades portuguesas e da CE façam, em conjunto, “investigações urgentes” aos “violentos incidentes” em que se viram envolvidos Julia Havenstein (Animals Angels) e Alberto Diez (ANDA), no passado dia 21 de Abril. A primeira situação terá ocorrido durante a manhã. Segundo a versão relatada pela Animals Angels, dois condutores de camiões de transporte de gado que tinham saído do mercado dirigiram-se ao posto de vigilância dos activistas – um carro estacionado em plena estrada pública - e “aos gritos e insultos”exigiram os meios que estavam a ser utilizados para registar as actividades nas instalações da Leicar. Um dos homens “exibiu uma faca” e disse aos activistas que os “mataria e lançaria os seus corpos na floresta”. Como a faca chegou a “estar perto da face de Alberto Diez”, este e Havenstein decidiram abandonar o local onde se tinham posicionado depois de à sua chegada, terem visto os portões da Leicar sido fechados por “funcionários do mercado”.

Ainda assim, da estrada pública, os dois activistas conseguiram observar as rampas de cargas e descargas dos animais e, em meia-hora, terão detectado “várias infracções à legislação”, nomeadamente “animais atados e com as caudas torcidas a serem puxados pelos cornos, espancados em partes sensíveis do corpo e transportados em veículos com ventilação insuficientes e com rampas inadequadas a uma carga ou descarga em segurança”, descreve a Animals Angels.

À tarde, Julia Havenstein e Alberto Diez terão voltado a S. Pedro de Rates com o intuito de verificar as condições de transporte de animais para Espanha. Pararam o carro no mesmo lugar, mas os camiões no interior do mercado “posicionaram-se propositadamente de maneira a tapar a visão” aos dois elementos das duas associações que optaram por mudar de local de observação. Contudo, “imediatamente, cinco homens saíram do mercado e começaram a correr atrás do carro, gritando e lançando ameaças com paus”, levando os dois activistas a rumarem à Póvoa onde participaram os acontecimentos à GNR embora, ao que pudemos apurar, até ontem ainda não tivessem apresentado uma queixa formal.

Les Ward entende que as autoridades portuguesas deviam ordenar a suspensão da actividade do mercado até que ficasse provado que está a ser cumprida a legislação comunitária sobre o transporte de gado e as condições de sanidade animal. Alberto Diez, na página da Internet da ANDA, qualifica o mercado de Rates de “dantesco” e “o pior da Europa” onde são postos à venda animais “gravemente feridos e doentes” e, além do mais, faz concorrência “desleal” aos espanhóis que tiveram de melhorar as suas condições sanitárias. Como a carne é etiquetada no local de abate, Diez diz que pode estar a ser comercializada carne em Espanha comprada em Rates e, por isso, lançou um pedido aos negociantes espanhóis que não comprem carne oriunda daquele mercado português cuja situação “é do conhecimento das autoridades portuguesas que não actuaram para remediá-la”.

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sem palavras

eles andam para ai a falar a maneira deles !!! õs negociantes compram o gado e nao mandam neles !!! ...

Anónimo

08.01.2010 00:20

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