Associação de Profissionais da Guarda quer participação "maciça" na manifestação de terça-feira

29.03.2009 - 12:59 Por Lusa
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG) quer que os trabalhadores participem de "forma maciça" na manifestação dos serviços e forças de segurança agendada para terça-feira, tendo em conta o "não cumprimento de promessas" pelo Governo.
Depois de uma assembleia-geral ontem, que serviu também para aprovar o relatório e contas de 2008 e o plano de actividades e o orçamento para este ano, a direcção nacional da organização divulgou um comunicado onde "exorta todos os profissionais da Guarda" a estarem presentes no protesto contra a falta de condições e a espera pela revisão dos estatutos profissionais, que consideram demasiado longa.
"É inaceitável que se mantenha o protelamento da implementação de direitos básicos como a fixação do trabalho e a criação das condições humanas e materiais mínimas para o exercício funcional da segurança pública", refere a Associação, lamentando também o facto de não se se ter concretizado o compromisso de integração do agregado famíliar no SAD/GNR para usufruto de assistência na doença.
A APG manifesta, por isso, o seu "mais veemente repúdio e protesto" pelo "não cumprimento de promessas por parte do Governo e pelas actuais condições de trabalho dos elementos da GNR, que considera terem vindo a degradar-se progressivamente.
A Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações das Forças e Serviços de Segurança convocou uma manifestação para dia 31, em Lisboa, onde chegou a estar prevista a presença de todas as suas estruturas - Associação dos Profissionais da Guarda, Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima e Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional.
No entanto, apenas as duas primeiras organizações decidiram avançar com uma partipação efectiva, depois de as restantes terem já iniciado as negociações dos estatutos profissionais com as respectivas tutelas.
Esta semana, o presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, Gonçalo Rodrigues, disse à Lusa que os seus membros vão aderir à iniciativa por "solidariedade" com a APG, a única a não ter recebido ainda o projecto do estatuto.
Os Guardas Florestais do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR e a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda também já anunciaram a sua participação.

