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Destinado a centros de saúde

Associação de Planeamento Familiar lança "kit contraceptivo" para ajudar a falar sobre sexualidade

14.02.2008 - 20:16 Por Lusa

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O objectivo é ajudar profissionais de saúde a falarem com os jovens sobre sexualidade O objectivo é ajudar profissionais de saúde a falarem com os jovens sobre sexualidade (Nélson Garrido)
A Associação Portuguesa para o Planeamento da Família (APF) apresentou hoje um kit contraceptivo destinado aos centros de saúde com o qual pretende auxiliar os profissionais da saúde a abordar questões relativas à sexualidade e à contracepção.

Dinis Martins, o responsável por esta campanha da APF, disse à agência Lusa que este kit surge "da identificação das necessidades sentidas pelos profissionais da saúde, que muitas vezes já tinham uma mala própria com materiais por eles recolhidos e que alertavam a APF para esta carência".

O kit é constituído por uma mala onde se podem encontrar os diferentes métodos contraceptivos - preservativo masculino e feminino, pílula, diafragma, dispositivo intra-uterino (DIU) -, um manual de utilização com actividades pedagógicas e um "passaporte" destinado às comunidades migrantes, que contém informação sobre contracepção e centros de saúde.

Este kit vai permitir "um diálogo informado, mostrando quais os métodos de contracepção disponíveis no mercado, como o preservativo feminino, que muitas pessoas nem sabem com o que se parece", disse à Lusa David Martins.

Uma das causas da gravidez indesejada é a utilização desadequada do método contraceptivo, que tem que ser adequado ao indivíduo e à fase em que este se encontra, porque "não tem sentido dar a mesma pílula a uma jovem e a uma mulher de 40 anos", explicou o representante da APF.

A má utilização de alguns métodos contraceptivos como a pílula, que quando tomada em conjunto com outros medicamentos pode perder o seu efeito, é outra das causas da gravidez indesejada num país que tem "uma taxa de utilização de métodos contraceptivos superior à da maioria dos países da Europa", segundo David Martins.

O kit, que começa a ser comercializado hoje a 75 euros, foi pensado para os centros de saúde, mas Dinis Martins garante que acabará "por chegar às escolas", sobretudo pelas mãos de profissionais de saúde, uma vez que "os professores ainda estão pouco à vontade para abordar estas questões".

Nas escolas, este "é um tema facilmente absorvido pelos jovens".

A APF defende que é "necessário continuar as campanhas de informação e sensibilização à população".

No âmbito do Dia dos Namorados, que se assinala hoje, a associação lançou ainda uma nova campanha com o tema "o preservativo não sai de moda".

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A APF já saiu de moda há muito tempo

Após a leitura atenta da notícia fico com a ideia que o SNS anda a reboque da APF. Existem vários ...

Paulo Carvalho

15.02.2008 09:49

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