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Se taxas “elevadíssimas” se mantiverem para as empresas

Associação de Hotelaria e Restauração ameaça retirar terminais Multibanco

10.05.2011 - 08:54 Por Lusa

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Segundo o responsável da associação, as taxas cobradas a estas empresas pela utilização de terminais Multibanco são “o dobro do [que é cobrado em] Espanha" Segundo o responsável da associação, as taxas cobradas a estas empresas pela utilização de terminais Multibanco são “o dobro do [que é cobrado em] Espanha" (Jonatas Luzia)
Restaurantes, cafés e hotéis poderão retirar os terminais Multibanco como forma de pagamento caso o peso “elevadíssimo” deste custo se mantenha para as empresas, disse à Lusa o secretário-geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).

“As micro empresas têm dificuldade em enfrentar os custos emergentes das taxas que a SIBS (Sociedade Interbancária de Serviços) cobra em nome da banca, que são elevadíssimas”, disse à Lusa José Manuel Esteves, acrescentando que “se a actual situação se mantiver, o que vai acontecer é que serão retirados os multibancos”.

Segundo o responsável da associação, as taxas cobradas a estas empresas pela utilização de terminais Multibanco são “o dobro do [que é cobrado em] Espanha.

“Custa quase um por cento das receitas”, referiu, sublinhando tratar-se de um custo muito elevado “quando se tem de reduzir gastos porque o sector da restauração não aumenta os preços de venda praticamente desde que o euro” entrou em vigor.

“Num momento em que há empresas a fechar, a despedir trabalhadores ou a abrir falência, todos os custos têm de ser rapados porque os consumidores não têm poder de compra e [as empresas] não podem aumentar os preços de venda”, acrescentou.

Um custo que os restaurantes, cafés e outras lojas estão a tentar reduzir, evitando que os consumidores optem por esta forma de pagamento.

Alguns responsáveis destas empresas explicaram à Lusa ter decidido colocar junto dos aparelhos o aviso “multibanco está avariado” como forma de evitar que os consumidores paguem os bens ou serviços com cartão de débito.

Para José Manuel Esteves, a solução passa por recuperar o mecanismo porta-moedas electrónico.

“O que nós defendemos é que para pequenas transacções, o consumidor possa utilizar o porta-moedas electrónico que não tem custos nem para o cliente nem para a empresa”, disse o secretário-geral da associação.

Uma alternativa que “foi criada há alguns anos, em conjunto pela AHRESP e pela banca, e que consistia num cartão carregado no multibanco com quantias pequenas e que servia para pagar táxis ou cafés sem custos para o consumidor ou para a empresa”, lembrou.

“Quando descobriram que não havia taxas de intermediação, [o sistema] foi descontinuado e desapareceu do mercado. Continuamos a perguntar-nos onde é que está”, concluiu José Manuel Esteves.

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Comentário + votado

paguem mas é impostos

Podem retirar os multibancos á vontade que eu pretendo comer cada vez menos fora e começar a pedir ...

Anónimo

10.05.2011 10:07

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