Sem se reverem nas declarações do cardeal patriarca

Associação Ateísta Portuguesa manifesta solidariedade para com D. José Policarpo

18.01.2009 - 19:09 Por PÚBLICO

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Os ateístas defendem o direito à liberdade de expressão do cardeal patriarca Os ateístas defendem o direito à liberdade de expressão do cardeal patriarca (Enric Vives Rubio)
A Associação Ateísta Portuguesa refere hoje em comunicado que, apesar de não se rever nas declarações de D. José Policarpo sobre casamentos entre mulheres católicas e muçulmanos, que esta semana levantaram polémica, está solidária com o cardeal patriarca. E adianta que os protestos que causaram as ditas declarações não passam de uma “onda de falsa indignação”.

"Carecem de legitimidade moral para condenar o patriarca, por sinal bastante tolerante, para um bispo, os que defendem a poligamia, a discriminação das mulheres, a decapitação dos apóstatas e a lapidação das mulheres adúlteras e pretendem que o Corão substitua o Código Penal.”

Aos líderes muçulmanos em Portugal, a associação diz que “antes de se manifestarem ofendidos com o cardeal, os líderes islâmicos em Portugal devem penitenciar-se do seu silêncio perante as ditaduras teocráticas do Médio Oriente e o carácter implacavelmente misógino do Islão.”

E concluem: “Face a qualquer mullah até Bento XVI parece um defensor dos Direitos do Homem”, diz o comunicado, que não poupa críticas ao catolicismo: “Porque hão de merecer respeito as crenças católicas acerca das mulheres, do divórcio, do sacerdócio, da homossexualidade e do que é ou não é pecado? Não são só os muçulmanos que criam um ‘monte de sarilhos’ sem necessidade.”

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