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Viseu

Assaltantes do BPI condenados a mais de nove anos de prisão efectiva

09.10.2008 - 17:02

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O juiz prescindiu da leitura do acórdão O juiz prescindiu da leitura do acórdão (PÚBLICO (arquivo))
Os dois homens acusados de terem assaltado uma agência do BPI de Viseu, em Setembro do ano passado, foram hoje condenados pelo tribunal local a penas superiores a nove anos de prisão efectiva.

Pierre Joseph Etcheverria, de 49 anos, e Pierre Giudicelli, de 69 anos, ambos franceses, foram condenados, em cúmulo jurídico, a nove anos e quatro meses e nove anos e dois meses de prisão, respectivamente.

Ambos foram condenados pelos crimes de roubo qualificado (oito anos de prisão), detenção de arma proibida (dois anos) e resistência e coacção sobre funcionário (dois anos para Etcheverria e um ano e seis meses para Giudicelli).

A diferença de pena relativamente ao último crime deve-se, segundo explicou o juiz, a Giudicelli ter tido uma participação menor.

Dada a ausência dos dois franceses, que tinham pedido dispensa de comparência, o juiz prescindiu da leitura do acórdão, dando apenas a conhecer as penas aplicadas pelo tribunal.

O juiz explicou que "foi provada toda a factualidade que constava da acusação", excepto que "Giudicelli tivesse tirado a placa do Wolkswagen e depois incendiado o mesmo".

Os dois homens levaram do BPI 26.665 euros, algumas libras esterlinas e francos suíços, tendo depois fugido e ficado escondidos cinco dias no mato, até que foram encontrados pelas autoridades. Pretendiam regressar a Águeda (onde tinham estado alojados durante a preparação do assalto), para depois fugirem para Espanha, mas foram interceptados por um agente da PSP num semáforo quando seguiam num Jaguar (depois de terem incendiado o Wolkswagen) e posteriormente perseguidos por um carro daquela polícia. Seguiram em direcção à Ribeira de Asnes, próximo do Rio Pavia, local onde abandonaram o carro, fugindo depois a pé para dentro do mato.

Durante o julgamento justificaram ter realizado o assalto com intenção de obter dinheiro para investir numa "coelheira" na pequena aldeia de Olmi Capella, na Córsega, França.

Ambos tinham antecedentes criminais, tendo-se conhecido numa das vezes em que estiveram presos numa cadeia francesa em 1985, altura em que construíram uma forte amizade.

Defesa contestou pena

A pena, superior aos oito anos e quatro meses de prisão pedidos pelo Ministério Público nas alegações finais, foi contestada pelo advogado de defesa, Daniel Queiroz, que a considerou exagerada.

Na sua opinião, a tal "não foi alheia a onda de assaltos que tem grassado pelo país", tendo o acórdão "um efeito persuasivo" no sentido da prevenção de crimes desta natureza.

No entanto, considerou que os factos provados em julgamento não estão em conformidade com a decisão do tribunal e, por isso, entende que os seus clientes deveriam recorrer.

"A defesa entende que deveria haver uma maior diferenciação na condenação entre o mais velho e o mais novo", frisou, lembrando que "Etcheverria desde o início assumiu responsabilidade de todo o ilícito, embora o outro o tivesse acompanhado".

Defendeu que, por terem confessado, ambos deveriam ter tido uma pena mais leve. Em relação ao mais velho, "atendendo à idade e ao estado de saúde", considerou que deveria ter ficado com pena suspensa.

Os dois cidadãos franceses encontram-se no Estabelecimento Prisional de Coimbra, podendo cumprir a pena em Portugal ou em França.

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Comentário + votado

S

Anónimo, porto, passou-me exactamente esse caso pela cabeça quando li isto! Ela foi condenada a 7 ...

Silvia

10.10.2008 10:53

X

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