• Dead Combo e skates na passerelle
  • Já cheira a Verão
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade

Vale do Sousa

Arsenal de armas apreendido a grupo de segurança ilegal que extorquia empresários

18.05.2011 - 12:17 Por Mariana Oliveira

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Havia <i>tasers</i> entre o material apreendido Havia tasers entre o material apreendido ()
Cinco espingardas, incluindo uma shotgun, cinco pistolas, um revólver, 1645 munições de diferentes tipos e calibres, treze bastões, cinco armas brancas, sete pares de matracas, três soqueiras, uma arma de choques eléctricos (taser) e dois chicotes. Um verdadeiro arsenal apreendido ontem pela Polícia Judiciária (PJ) em mais de 80 buscas realizadas nas zonas de Paredes, Penafiel, Lousada, Vizela e Matosinhos, que resultaram na detenção de 26 pessoas, ligadas ao exercício ilegal de segurança privada na região do Vale do Sousa.

Em causa está um grupo criminoso que está indiciado por crimes de associação criminosa, ofensas à integridade física agravada contra um agente de autoridade, posse e tráfico de armas, extorsão, ameaças e exercício ilegal da actividade de segurança privada, especifica um comunicado da polícia. Muitas vezes os suspeitos criavam distúrbios dentro de estabelecimentos de diversão nocturna e outros comércios, atemorizando os seus proprietários, para depois oferecem os seus serviços de segurança ilegal, que a maioria se via obrigada a aceitar. Usavam, por vez, a mesma estratégia com particulares, tendo chegado mesmo a abordar um magistrado.

Dos 26 detidos, 24 homens e duas mulheres com idades compreendidas entre os 20 e os 50 anos, dois acabaram por ser libertados. Os restantes vão ser presentes hoje ao início da tarde a um juiz de instrução, no Tribunal de Penafiel. Dentro do grupo, que envolve várias pessoas da mesma família, havia um núcleo duro de cerca de meia dúzia de elementos que comandavam a actividade criminosa. Parte não possuía qualquer actividade profissional conhecida, estando alguns ligados à venda e distribuição de peixe e outros realizavam trabalhos indiferenciados.

“Esta operação constitui um alerta muito claro da PJ e das autoridades judiciárias, mostrando que está atenta ao que se passa na noite, na segurança ilegal e nas práticas de extorsão”, disse hoje, numa conferência de imprensa, o líder da Directoria do Porto da PJ, João Romão. O responsável precisou que na operação de ontem estiveram envolvidos mais de 170 investigadores, o que mobilizou grande parte da directoria, tendo ainda contado com a colaboração da GNR, nomeadamente com uma equipa cinotécnica.

Estatísticas

  • 22 leitores
  • 1 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1494721

Comentário + votado

É MINTIRA, NUM HABIA NADA!

Ó senhores, não são Tasers, são apenas armas eléctricas. Taser é uma marca registada e um modelo ...

Anónimo

18.05.2011 16:47

X

Mais em Sociedade (9 de 21 artigos)

As tentativas de suicídio por parte de um número crescente de jovens são outro dos temas em debate Aumentam os pedidos de ajuda para perturbações emocionais das crianças