Armando Vara foi ontem recebido no Banco de Portugal para prestar declarações sobre o seu eventual envolvimento na operação Face Oculta, onde é acusado de ter recebido dinheiro em troca de favores.
O supervisor procura apurar sobre a sua idoneidade para ocupar lugares de topo na banca, para decidir se mantém, ou retira, a autorização para exercer actividade de gestão no Banco Comercial Português (BCP).
A reunião no BdP decorreu ontem a pedido da instituição de supervisão presidida por Vítor Constâncio (ontem o governador estava em Frankfurt num encontro dos governadores do Banco Central Europeu). E foi solicitada no quadro da abertura de uma investigação preliminar.
É neste contexto que Vara foi ontem inquirido por directores da área de supervisão do BdP. Vara já se declarou inocente de todas as acusações que lhe são feitas. E mesmo que o processo judicial que o envolve não esteja relacionado com a sua prestação enquanto banqueiro, o que aliás se verifica, a suspeita de que possa ter tido um comportamento errado é susceptível de constituir, do ponto de vista do supervisor, um indício de quebra de idoneidade.


