O vice-presidente do BCP com funções suspensas, Armando Vara, já começou a ser inquirido no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro, no âmbito do processo Face Oculta.
Armando Vara, que chegou acompanhado dos seus advogados, Nuno Godinho de Matos e Tiago Rodrigues Bastos, afirmou aos jornalistas, à entrada para o DIAP, que espera que este "pesadelo" termine rapidamente. Se possível hoje. "A minha expectativa é que este pesadelo, que tenho vivido eu, os meus filhos, os meus pais, os meus amigos, termine hoje", afirmou Armando Vara.
O arguido tem a certeza de que acabará por ser declarado inocente. "Estou inocente e não tenho a menor dúvida que isso se provará. Se não for agora, será em tribunal, porque fazem uma acusação que não tem a correspondente prova [que terá recebido 10.000 euros da parte do empresário Manuel Godinho]."
Esta é a segunda vez que Armando Vara é inquirido a propósito do processo Face Oculta, no DIAP de Aveiro, depois de no passado dia 18 ter consultado o processo e prestado já algumas declarações. "Estou tão tranquilo hoje como estava da primeira vez. Disse que era mentira a acusação de receber dinheiro. Repito: é mentira. Espero falar sobre isso hoje", afirmou.
Já quando questionado pelos jornalistas sobre a polémica das escutas de conversas entre si e o primeiro-ministro, José Sócrates, Armando Vara não quis revelar o teor dessas diálogos, declarando apenas: "São conversas privadas e como tal devem manter-se."


