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Face Oculta

Armando Vara continua hoje a depor em Aveiro

27.11.2009 - 07:53 Por Lusa

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Falando aos jornalistas à saída da primeira sessão de interrogatório, Armando Vara negou todas as imputações que lhe são feitas no processo Falando aos jornalistas à saída da primeira sessão de interrogatório, Armando Vara negou todas as imputações que lhe são feitas no processo (Nelson Garrido)
O ex-ministro socialista Armando Vara, arguido no caso Face Oculta, pretende hoje continuar a prestar todos os esclarecimentos, quando for retomado o interrogatório feito pelo juiz de instrução criminal de Aveiro, disse à Lusa fonte ligada ao processo.

Apesar de ser um direito dos arguidos remeterem-se ao silêncio durante o interrogatório judicial, a fonte adiantou que Armando Vara não o deverá utilizar, como “já não o utilizou na semana passada”, quando começou a ser inquirido pelo juiz António Costa Gomes.

Armando Vara começou a ser ouvido quarta-feira passada no Juízo de Instrução Criminal de Aveiro, tendo em vésperas dessa audição um dos seus advogados de defesa dito à agência Lusa ser intenção do auto-suspenso vice-presidente do BCP “esclarecer tudo”.

Falando aos jornalistas à saída da primeira sessão de interrogatório, Armando Vara negou todas as imputações que lhe são feitas no processo.

“Estou tranquilo, porque não fiz nada do que me acusam. Nunca pedi dinheiro a ninguém e nunca recebi dinheiro de ninguém. Isso é completamente falso”, disse então Armando Vara aos jornalistas, acrescentando: “As acusações que são feitas no processo nunca aconteceram e estou certo que o julgamento provará o que acabo de dizer”.

Na altura, Armando Vara referiu ainda ter respondido a algumas perguntas do magistrado titular do processo.

Segundo fonte judicial, Armando Vara, à semelhança do presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, José Penedos, e o filho deste último, Paulo Penedos, é apontado pelos investigadores como integrando uma “rede tentacular” criada pelo principal arguido, o empresário Manuel José Godinho, administrador de diversas empresas de recolha, armazenagem, triagem e tratamento de resíduos/sucatas que prestam serviços a empresas com ligações ao Estado, como a REN e a REFER-Rede Ferroviária Nacional.

Segundo a mesma fonte judicial, os investigadores alegam que na manhã de 25 de Maio de 2009 Manuel Godinho encontrou-se com Armando Vara no seu gabinete no edifício do Millenium/BCP, na Avenida José Malhoa, Lisboa, onde lhe terá entregado os 10 mil euros que Vara alegadamente havia solicitado para interceder a favor do empresário de Ovar.

Durante a investigação do processo Face Oculta, Armando Vara foi um dos arguidos alvo de escutas telefónicas, tendo as suas conversas com o primeiro-ministro, José Sócrates, suscitado polémica judicial sobre a validade das mesmas, tendo as primeiras seis escutas de conversas entre ambos sido declaradas nulas pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha do Nascimento.

No decurso da operação Face Oculta, 18 pessoas já foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do BCP que suspendeu funções, José Penedos, presidente da REN, e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI, de Manuel Godinho, que se encontra em prisão preventiva.

O processo Face Oculta investiga alegados casos de corrupção e outros crimes económicos relacionados com empresas do sector empresarial do Estado e empresas privadas.

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Tantos dias...........

teve sua exª o "dr" vara um elevaddo número de dias para ser ouvido. ora vamos ...

R.Gera

27.11.2009 10:54

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