O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas congratulou-se com os dados relativos à área ardida este ano, considerando que 2007 foi o ano com menos área ardida desde 2001.
"O balanço é muito positivo e o facto de, durante este século, este ser o ano com menos área ardida no país é um bom sinal de que as coisas estão no bom caminho", disse Rui Nobre Gonçalves.
De visita à Fatacil (feira dedicada à agro-pecuária realizada a sul do Tejo, este ano sob o tema "Da serra ao mar – Produtos de qualidade"), o governante reuniu-se com produtores e expositores do sector num almoço de confraternização.
Salientando as condições meteorológicas que, no seu entender, têm sido favoráveis à eclosão de incêndios que este Verão têm atingido o país, Rui Gonçalves elogiou a estratégia de combate aos fogos, que têm sido "atacados de forma forte e coordenada".
Algarve "protegido"
"Incêndios com mais de 24 horas, que são os piores, não tem havido", observou, congratulando-se ainda com o facto de o Algarve ter estado "protegido" dos fogos florestais que em 2003 e 2005 fustigaram a região.
No almoço que teve com produtores na Fatacil, Rui Nobre Gonçalves debateu sobretudo temas relacionados com o novo Plano de Desenvolvimento Rural, actualmente em discussão na Comissão Europeia.
Segundo o secretário de Estado, uma das novidades contidas no plano é o facto de prever dar apoio não só aos agricultores e produtores mas também aos consumidores, através da divulgação e promoção dos produtos.
O Algarve — uma das cinco áreas prioritárias contempladas no plano — é, segundo Rui Gonçalves, uma região repleta de produtos que são mais-valias nacionais, como os citrinos, o mel, a alfarroba e a aguardente de medronho.


