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Organização Mundial de Meteorologia

Árctico: ONU diz que a perda de ozono atingiu os 13 por cento no Inverno passado

15.09.2006 - 17:10 Por AFP, PUBLICO.PT

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A camada de ozono protege a Terra dos raios ultravioletas do Sol A camada de ozono protege a Terra dos raios ultravioletas do Sol (DR)
A perda de ozono no Árctico atingiu 13 por cento no Inverno passado, informou hoje a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), organismo da ONU, na véspera do Dia Internacional para a Protecção da Camada de Ozono. A Quercus lança críticas à intervenção do Estado português.

Nos últimos onze invernos, a perda ultrapassou os onze por cento por oito vezes, acrescentou a OMM no seu primeiro relatório anual sobre a camada de ozono no Árctico.

No final do último Inverno austral, o buraco na camada de ozono na Antárctica atingiu os 27 milhões de quilómetros quadrados, em Setembro. Este é um número que se aproxima do máximo observado em 2003.

Gravemente afectada ao longo do século XX, a camada de ozono que protege a Terra dos raios ultravioletas do Sol só vai regressar à normalidade em 2065, anunciou no mês passado a OMM.

A utilização da maioria das substâncias químicas que destroem a camada de ozono está proibida, ou em vias de o ser, devido ao Protocolo de Montreal, assinado em 1989. Este foi um dos raros acordos ambientais que conseguiu ter bons resultados.

O ozono (O3), forma de oxigénio descoberta no século XIX, localiza-se na estratosfera, entre dez a 50 quilómetros acima da superfície terrestre, observando-se as maiores concentrações a altitudes aproximadamente entre 15 e 35 quilómetros.

Quercus acusa Estado português de pouco contribuir para a resolução do problema

A Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) lamentou hoje o facto do Estado português pouco contribuir para a resolução da questão e por aparentar “não assumir este problema com a preocupação devida”.

Segundo números apresentados pela associação, “durante este ano, Portugal vai contribuir para a destruição da camada de ozono com mais de 173 toneladas de CFC” (clorofluorcarbonetos). Estas substâncias destroem a camada de ozono. Tudo porque, diz, no primeiro semestre de 2006 só foram tratadas 6500 unidades de resíduos eléctricos e electrónicos (REEE) com CFC das 357 mil unidades que se estima chegarem ao fim do seu período de vida este ano.

“No ano passado foram tratados 6306 quilos de CFC e este ano (...) vão ser tratados 6400 quilos. Ou seja, vai haver um ridículo aumento de 1,5 por cento de CFC tratados”.

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