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Depois de Pinto da Costa

Apito dourado: Valentim Loureiro pediu afastamento do magistrado Carlos Teixeira

26.05.2006 - 09:47

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Valentim Loureiro considera que há ressentimento da parte de Carlos Teixeira Valentim Loureiro considera que há ressentimento da parte de Carlos Teixeira (Estela Silva/Lusa (arquivo))
Valentim Loureiro apresentou ontem, na Procuradoria da República de Gondomar, um pedido para o afastamento do procurador-adjunto Carlos Teixeira, responsável pelo processo de corrupção no futebol Apito Dourado, avança hoje o "Jornal de Notícias".

Segundo o JN, o autarca de Gondomar considera que existe um "historial de más relações" e um "sentimento de inimizade" entre ambos, anterior ao Apito Dourado, que se iniciou em dois processos relacionados com a autarquia. Mas o principal argumento apresentado pelo advogado Amílcar Fernandes terá a ver com o facto de o magistrado ainda ter um processo pessoal pendente contra o arguido.

O JN explica que o caso remonta ao primeiro interrogatório judicial, a 23 de Abril de 2004, quando após ouvir os indícios que lhe foram imputados, Valentim Loureiro se exaltou com a insinuação de que José Luís Oliveira, ex-presidente do Gondomar SC e vice na autarquia, se moveria à vontade no mundo da arbitragem pelo facto de o major lhe garantir protecção.

Valentim Loureiro respondeu que "só alguém com ressentimento poderia proferir tal acusação" o que, escreve o JN, "foi entendido por Carlos Teixeira como um insulto, seguindo-se uma ameaça de julgamento sumário". O incidente passou a constar das certidões, sendo a 74ª e última do despacho final. Carlos Teixeira declarou desistir da queixa, alegando que lhe foram pedidas desculpas. Segundo o JN, "Valentim rejeita a ideia da desculpa e recusa aceitar a desistência da queixa".

Um processo pessoal pendente contra Valentim Loureiro pode constituir motivo "grave e sério", de acordo com a lei, que impede que Carlos Teixeira continue a actuar como representante do Ministério Público no Apito Dourado, no qual o autarca é acusado de 26 crimes de corrupção activa, em cumplicidade, e dois crimes de prevaricação.

Esta é já a segunda tentativa no último mês para afastar o magistrado titular do processo. O primeiro pedido de recusa foi apresentado por Pinto da Costa, rejeitado ontem pelo procurador-geral de Gondomar.

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Comentário + votado

É isso mesmo extinga-se o Ministério Público

Extinga-se também o Ministério da Justiça, encerrem-se os tribunais, deportem-se os advogados, que ...

Anónimo

26.05.2006 19:35

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