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Gondomar

Apito Dourado: julgamento de Valentim Loureiro e mais 23 arguidos continua dia 18

11.02.2008 - 12:59 Por Mariana Oliveira, com Lusa

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Os arguidos abdicaram do direito de intervir Os arguidos abdicaram do direito de intervir (Hugo Calçada (arquivo))
Os 24 arguidos no processo Apito Dourado, que hoje começou a ser julgado no Tribunal de Gondomar, mantiveram-se em silêncio e abdicaram do direito de prestar declarações sobre os factos que lhes são imputados. O julgamento continua dia 18.

Assim, a sessão de hoje acabou por ser quase toda preenchida por requerimentos dos advogados de defesa que queriam ser notificados de um despacho do juiz de instrução, datado de Fevereiro.

O documento pretende colmatar uma falha do Tribunal da Relação do Porto, que deu razão a um dos arguidos que alegou que o magistrado não tinha respondido a uma questão relacionada com a assinatura dos autos de gravação das escutas.

O Tribunal da Relação do Porto tem recebido vários recursos contestando a decisão do juiz de instrução Pedro Miguel Vieira, que decidiu levar a julgamento 24 dos 27 arguidos acusados pelo Ministério Público, rejeitando as inconstitucionalidades invocadas pelos defensores e a validade das escutas, confirmando na generalidade dos casos essa decisão.

O juiz-presidente, depois de identificar os 23 arguidos presentes - apenas Hugo Silva faltou à chamada do oficial de justiça pelo que foi multado - perguntou-lhes se queriam prestar qualquer declaração, mas todos recusaram.

O julgamento foi então interrompido para continuar dia 18 durante todo o dia, devendo ser ouvidas as primeiras cinco testemunhas, na parte da manhã. As sessões, a partir de dia 18, decorrerão todas as semanas entre segunda e quinta-feira.

O Tribunal de Gondomar começou hoje o julgamento de Valentim Loureiro e 23 outros arguidos no processo principal do caso Apito Dourado, anunciando que foram sanadas as irregularidades que ameaçavam o início das audiências.

O processo Apito Dourado, que incluiu investigações a alegados casos de corrupção e tráfico de influências no futebol profissional português, foi desencadeado a 20 de Abril de 2004 com a detenção para interrogatório de vários dirigentes e árbitros de futebol.

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Comentário + votado

Tem piada

Acho uma certa piada a Cunha Leal nunca aparecer como arguido em nada. Se o homem é que mexia os ...

Parvo

11.02.2008 20:12

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