Apito Dourado: defesa de Valentim Loureiro alerta para "excesso de celeridade"

11.02.2008 - 14:53 Por Lusa
O advogado de Valentim Loureiro, Amílcar Fernandes, alertou hoje em Gondomar para um "excesso de celeridade" no início do julgamento do processo Apito Dourado e que, "provavelmente", haverá "inconstitucionalidade" em alguns actos processuais.
À saída do tribunal, no final da primeira sessão do julgamento, Amílcar Fernandes revelou que Valentim Loureiro se "escusou, por ora" a prestar qualquer declaração na sala de audiências, a seu pedido, e também à semelhança do que fizeram todos os outros acusados no processo.
"Houve excesso de celeridade. Vou agora analisar o despacho e, agora, ou os mandatários se conformam ou então haverá novo recurso para o Tribunal da Relação do Porto", disse Fernandes, a propósito do despacho hoje entregue e que apanhou de surpresa a defesa, de acordo com o causídico.
O defensor de José Luís Oliveira, Artur Marques, explicou sempre ter afirmado que o "julgamento estava a começar com a possibilidade de todos os actos virem a ser considerados nulos", salientando que poderá também haver inconstitucionalidade.
"Mas estou de acordo com a metodologia seguida, já que a audiência assim será mais rápida e ágil. Corre-se, no entanto, o risco de se estar a praticar um acto anulável", considerou.
João Medeiros, o advogado de Pinto de Sousa, revelou ir ponderar sobre um "possível recurso das decisões hoje proferidas" e, tal como Amílcar Fernandes, aconselhou o ex-dirigente da Federação Portuguesa de Futebol a não prestar declarações.
Os arguidos no processo "Apito Dourado", que hoje começou a ser julgado no Tribunal de Gondomar, abdicaram do direito de intervir.

