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Gondomar

Apito Dourado: advogados dos dois principais arguidos dizem que "não há condições" para iniciar hoje julgamento

11.02.2008 - 10:17 Por Lusa

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Os advogados alegam uma alegada irregularidade no despacho de pronúncia do processo Os advogados alegam uma alegada irregularidade no despacho de pronúncia do processo (Hugo Calçada (arquivo))
Os advogados de dois dos principais arguidos do processo Apito Dourado sustentaram à entrada para o Tribunal de Gondomar que "não há condições" para iniciar hoje as audiências.

"Não estão reunidas, neste momento, as condições para o julgamento começar", disse Artur Marques, advogado do arguido José Luís Oliveira.

A opinião foi também subscrita por Amílcar Fernandes, defensor de Valentim Loureiro.

Ambos admitiram a apresentação de requerimentos para suster o avanço do julgamento, caso o juiz Carneiro da Silva, que preside ao colectivo, não o faça.

Em causa está uma alegada irregularidade no despacho de pronúncia do processo, relacionada com as escutas telefónicas, que foi invocada por João Madeiros, advogado de José Pinto de Sousa, junto da Relação do Porto.

A irregularidade foi admitida pelos juízes-desembargadores da Relação, pelo que o processo desceu ao Juízo de Instrução Criminal de Gondomar para que se pronunciasse, o que ainda não terá acontecido.

No processo Apito Dourado de Gondomar, Valentim Loureiro, José Luís Oliveira, Pinto de Sousa são os principais arguidos.

Com mais 20 arguidos, são suspeitos de terem montado um esquema para induzir os árbitros a beneficiar o Gondomar Sport Club, na época 2003/2004.

O Gondomar SC subiu efectivamente de divisão, com 86 pontos, mais um do que o segundo classificado - o Dragões Sandinenses -, beneficiando de árbitros "de confiança" na maioria dos jogos, diz o MP.

O processo Apito Dourado, que incluiu investigações a alegados casos de corrupção e tráfico de influências no futebol profissional português, foi desencadeado a 20 de Abril de 2004 com a detenção para interrogatório de vários dirigentes e árbitros de futebol.

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Comentário + votado

justiça

vai ser mais um caso a juntar a muitos outros casos é assim a justiça em Portugal prisões ...

dijm

11.02.2008 13:13

X

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