A Polícia Judiciária (PJ) já investigou ou está a investigar, desde o início do ano, 543 incêndios por suspeita de origem criminosa. Segundo Pedro do Carmo, coordenador do Plano de Prevenção e Intervenção da PJ para a área dos fogos, este número representa apenas cinco por cento do total de incêndios registados em Portugal continental.
As investigações já levaram à detenção de 21 suspeitos, quatro dos quais estão em prisão preventiva. De acordo com Pedro do Carmo, em declarações ao "Jornal de Notícias", dois dos suspeitos detidos recentemente estavam a ajudar os bombeiros a apagar os fogos, para depois os reacenderem. De acordo com o JN, os dois homens são suspeitos de terem começado os incêndios em Aguiar de Sousa, no concelho de Paredes, e em Portela, no concelho de Penafiel.
Cuidados na floresta e espaços verdes
O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil pede que, durante a época de risco de incêndio:
Não se faça fogo
Não sejam usadas máquinas em trabalhos agrícolas, nomeadamente roçadoras de lâmina, susceptíveis de produzir faíscas ou faúlhas
Não se deitem fósforos ou pontas de cigarros para a floresta
Não seja abandonado lixo, incluindo garrafas de vidro
Não sejam feitas fogueiras para recreio ou lazer
Não queimarem matos cortados ou sobrantes de exploração
Não utilizar foguetes nem fogo de artifício
Se avistar o início de um incêndio florestal ligue 112 ou 117


