Antral pede teste ao sistema de segurança no veículo do taxista assassinado

29.07.2008 - 13:30 Por Lusa
A Antral informou hoje que sugeriu à família do taxista assassinado domingo em Rio Tinto, Gondomar, a realização de um teste à operacionalidade do sistema Táxi Seguro do veículo onde foi cometido o crime.
"Já sugeri à família que teste o sistema, porque tenho dúvidas sobre se ele não foi accionado ou se, ao sê-lo, não funcionou", disse o vice-presidente da Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros (Antral), José Monteiro. O dirigente, que era amigo da vítima e que trabalha na mesma praça de táxis, defendeu que a avaliação da operacionalidade do sistema seja feita "mal a Polícia Judiciária entregue o táxi à família", o que prevê possa acontecer já amanhã.
Ao serem accionados, os dispositivos de segurança Táxi Seguro permitem à polícia a localização do veículo através do GPS. "Causa alguma estranheza o facto do Jorge provavelmente ter escondido 50 euros debaixo da perna e não ter accionado o táxi seguro", afirmou o dirigente.
José Monteiro acrescentou que Jorge Cruz era um taxista preocupado com a sua segurança, já que em 23 de Julho de 2006 um cliente tentou baleá-lo, roubou-lhe o veículo e incendiou-o. Numa primeira análise ao caso, José Monteiro admitira que o taxista assassinado tivesse sido apanhado desprevenido, sem tempo para poder accionar o alarme.
A PJ ainda não anunciou qualquer detenção relacionada com o homicídio do taxista Jorge Cruz, 39 anos, que foi morto a tiro depois de iniciar, cerca das 02h00 de domingo, em Ermesinde, Valongo, uma corrida que terminou de forma trágica ao fim de sete quilómetros, em Rio Tinto, Gondomar.
Os suspeitos do crime, identificados visualmente pelo quarto motorista que ficou na praça, são três homens, de aparência jovem, um dos quais de cabelo pintado.
O funeral do taxista está marcado para as 15h00 de amanhã, na Igreja de Campanhã, Porto.

