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Homem é um dos 24 membros do chamado "gangue do boné"

Ano e meio de cadeia para arguido que agrediu guarda prisional em Castelo Branco

14.05.2008 - 11:39 Por Lusa

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O "gangue do boné" é acusado, entre outros crimes, de roubo, sequestro e furto qualificado O "gangue do boné" é acusado, entre outros crimes, de roubo, sequestro e furto qualificado (Adriano Miranda)
O Tribunal de Castelo Branco aplicou hoje uma pena de um ano e meio de prisão efectiva a um homem de 25 anos que, no dia 9, agrediu um guarda prisional em plena sala de audiências.

O homem é um dos 24 arguidos do denominado "gangue do boné", que está a ser julgado no Tribunal de Castelo Branco acusado dos crimes de roubo, sequestro, furto qualificado, crime de receptação, dano e condução sem habilitação legal. Os crimes terão sido praticados entre Agosto de 2006 e Fevereiro de 2007, altura em que os membros do grupo tinham idades compreendidas entre os 17 e os 37 anos.

Segundo a acusação, os arguidos actuariam quase sempre de madrugada e aos fins-de-semana, assaltando pessoas sob ameaça de arma branca e com agressões físicas, obrigando as vítimas a entregar dinheiro, cartões multibanco com o respectivo código, telemóveis e outros bens.

O homem hoje condenado por ofensa à integridade física qualificada em processo sumaríssimo terá agredido um dos guardas prisionais quando esse o impediu de cumprimentar a companheira. O tribunal deu como provado que, "no passado dia 9, no final da sessão de julgamento, no cumprimento do seu dever, o guarda prisional apenas impediu que o arguido cumprimentasse a sua companheira que se encontrava na assistência". "Sem que nada o fizesse prever, o arguido subiu para um banco e desferiu uma cabeçada na zona do nariz do guarda que, ao tentar segurá-lo, foi ainda atingido uma segunda vez", acrescentou o juiz na leitura da sentença.

Por considerar que "o arguido agiu de forma livre e consciente, e tendo em conta os antecedentes criminais", o tribunal aplicou-lhe uma pena efectiva de um ano e seis meses de prisão, que se junta aos cinco anos e meio de cadeia que o arguido se encontra a cumprir por outros crimes. Na sequência de agressão, o guarda prisional chegou a ser assistido no Hospital Amato Lusitano.

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