"Animal" reúne hoje com Presidente da República para entregar petição com 18 mil assinaturas

23.10.2008 - 07:30 Por PÚBLICO, Inês Subtil
A Associação "Animal" vai entregar hoje, às 12h00, uma petição com 18 mil assinaturas ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Um documento que, na opinião da organização, “é a mais forte reclamação alguma vez dirigida ao legislador português” e que reclama “um Código de Protecção dos Animais Moderno, Eficaz, Progressista e Justo”.
Não é de agora o desejo de ver a lei mudar no que diz respeito aos direitos dos animais em Portugal. Há um ano atrás, a associação apresentou o “Manifesto Animal” aos seis grupos parlamentares, uma proposta orientadora para a redacção de um futuro código nesta área.
Apesar de no Parlamento o tema ainda não “ter vindo à baila”, a "Animal" não baixou os braços e começou a recolher assinaturas, 18 mil até ao momento. Além disso, no site da campanha foram sendo recolhidos mais apoios às reclamações e enviados mais de dez mil emails ao presidente da Assembleia da República a pedir que o tema se discuta e que haja uma alteração da lei actual.
Hoje, a organização vai reunir-se com Cavaco Silva para apresentar essas reclamações e conseguir o seu apoio para que no Parlamento seja aberto o debate sobre esta questão.
Para Miguel Coutinho, presidente da "Animal", este “é o tempo da mudança (...) é tempo de os grupos parlamentares e de os deputados passarem à acção legislativa efectiva neste domínio”.
Em comunicado, Miguel Coutinho lembra que no próximo haverá eleições e diz que “o que for feito nesta matéria nos tempos mais imediatos virá, sem dúvida alguma, a definir o sentido de voto de muitas portuguesas e de muitos portugueses que querem ver finalmente satisfeito o seu desejo de viver num país que respeita e protege minimamente os seus animais”.
A associação marcará assim o arranque da segunda fase da campanha em que pretende ver concretizados os objectivos apresentados já há um ano. “A protecção dos animais é, hoje, uma questão política porque é extremamente relevante do ponto de vista social, além da importância moral de que inequivocamente se reveste”, acrescenta Miguel Coutinho.

