A partir de Setembro, três produtos vão estar nas bancas da Andaluzia com um rótulo mais completo que os outros: azeite, tomate-cereja e vinho vão mostrar quanto dióxido de carbono foi emitido no seu ciclo de vida. O projecto “Huella de Carbono”, apresentado esta semana em Sevilha, quer chegar a frutas, legumes e a todo o tipo de produtos.
A iniciativa aplica o conceito de pegada de carbono – todo o dióxido de carbono (CO2) emitido durante o ciclo de vida de um produto, desde a aquisição de matérias-primas necessárias à produção até à gestão dos resíduos depois de consumidos – aos alimentos através de uma metodologia para calcular o CO2 baseada num padrão internacional (PAS2050) para avaliar as emissões de bens e serviços.
Os rótulos dos três alimentos-piloto serão validados em Setembro por um certificador independente, explica o jornal “El Mundo” online. A partir dessa data, avançará uma auditoria independente. Depois, todos os alimentos podem optar, voluntariamente, por este tipo de rótulo.
“Os consumidores devem poder exercer o seu direito a um consumo responsável com pleno conhecimento do impacto daquilo que estão a comprar”, informa o site da iniciativa.
Além disso, estes dados serão importantes também para os produtores.
“O que é importante não é se um emite mais do que o outro mas sim o compromisso de cada um reduzir a sua pegada de carbono”, explicou ao jornal Juan Manuel Luque, presidente da EPEA (Associação de Empresas de Produtos Ecológicos de Andaluzia), uma das entidades responsáveis pelo projecto e que representa a agroindústria ecológica andaluza.
“Há emissões que não se podem reduzir ou eliminar, como é o caso do metano da criação de gado. Mas muitas outras podem ser reduzidas através da eficiência energética ou uma melhor gestão”, acrescentou o responsável.
O projecto “Huella de Carbono” conta com a colaboração da Consejería de Agricultura e Pescas da Junta da Andaluzia.


