• Do Brasil a Portugal vão 6764.257 km de ilustração
  • Petiscos com frango, das moelas à batata doce
  • Já cheira a Verão

Saúde

Ana Jorge garante que diploma enviado ao PR foi o decidido em Conselho de Ministros

11.02.2011 - 14:37 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Em causa o veto de Cavaco à troca de medicamentos nas farmácias Em causa o veto de Cavaco à troca de medicamentos nas farmácias ()
A ministra da Saúde garantiu hoje que o diploma sobre prescrição de medicamentos por substância activa que foi enviado para a Presidência da República é o que foi aprovado em Conselho de Ministros.

“O diploma que foi enviado para Belém é o diploma do Conselho de Ministros. Todos os documentos que chegam a Belém têm o compromisso do Conselho de Ministros e não são alterações àquilo que é a decisão do Conselho de Ministros”, afirmou Ana Jorge, no âmbito de uma conferência de imprensa.

A ministra reagia assim a uma notícia do semanário Sol que indica que a diferença entre os textos foi um dos motivos que terá levado o Presidente Cavaco Silva a vetar o diploma que previa a prescrição por substância activa ou por nome do genérico.

Já no início da semana, o Sindicato Independente dos Médicos tinha dito à agência Lusa que, após a aprovação em Conselho de Ministros, foi divulgado um ofício que modifica “drasticamente” o que chegou aos parceiros.

A ministra da Saúde garantiu ainda que o Governo continua apostado “em desenvolver este processo” e que “não desistiu”.

Questionada pelos jornalistas, Ana Jorge admitiu não conseguir avançar qual a poupança estimada com a prescrição por Denominação Comum Internacional (DCI).

“Iria sempre depender da adesão do médico a justificar ou a autorizar ou não a substituição por genérico. Não é possível fazer à partida um cálculo da poupança”, reconheceu.

Mas Ana Jorge lembrou que o objectivo do Governo é conseguir uma “descida da despesa com medicamentos para o cidadão e para o Serviço Nacional da Saúde”, optando por fármacos mais baratos.

O Presidente da República (PR) vetou na terça-feira o diploma do Governo por considerar que faltava a respectiva regulamentação, assim como tempo suficiente que permitisse pôr a nova modalidade em prática.

O diploma permitia que o medicamento prescrito pelo médico pudesse ser substituído pelo farmacêutico e, para Cavaco Silva, não estavam ainda “devidamente avaliados os efeitos do regime" que se pretendia aprovar, "muito em particular sobre a insegurança provocada pela amplitude da possibilidade de alteração sistemática dos medicamentos com base na opção do utente e na disponibilidade de cada marca”, segundo a nota oficial divulgada.

Estatísticas

  • 4 leitores
  • 3 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1479798

Comentário + votado

Interesses privados se alevantam

Na hora da verdade, depopis dos discursos para ganhar votos volta tudo à normalidade...Os ...

Maria

12.02.2011 19:14

X

Mais em Sociedade (14 de 24 artigos)

Finanças vão reavaliar processo que levou à venda judicial de casa onde foi encontrada idosa morta