Mais de um milhão de pessoas estão a entupir as auto-estradas do estado do Texas na tentativa de abandonar as cidades de Houston e Galveston, com medo das consequências do avanço do furacão "Rita".
O furacão "Rita", que já atingiu a categoria 5 (a máxima na escala Saffir-Simpson), é já o terceiro de maior intensidade na história da bacia das Caraíbas.
Com ventos de velocidades que rondam os 280 quilómetros/hora, o furacão atravessou esta noite o Golfo do México numa rota que o deverá levar a terra no final de amanhã ou nas primeiras horas de sábado.
"As casas e as lojas podem ser reconstruídas. As vidas não", lembrou o governador do Texas, Rick Perry, em conferência de imprensa. O governador pediu aos cidadãos para que não entrem em pânico e recomendou que sigam os conselhos das autoridades locais. Os hospitais e os lares de idosos foram já evacuados, com recurso a ambulâncias, helicópteros e autocarros.
De acordo com o governador do Texas, o objectivo é evacuar a maioria das localidades costeiras do estado.
As autoridades não excluem a possibilidade de o furacão passar pela cidade de Galveston, localizada numa ilha que concentra grande parte da indústria petrolífera do Golfo do México. Desde ontem à noite que Galveston parece uma cidade fantasma, apenas permanecendo aberto um hotel para acolher os funcionários da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), os jornalistas e as equipas dos serviços de socorro.
Em algumas zonas de Houston - uma das cidades mais povoadas do país, com quatro milhões de habitantes só na área metropolitana - foram decretadas evacuações obrigatórias. O "mayor" da cidade, Bill White, pediu a quem tivesse carro que o utilizasse para retirar vizinhos e amigos por não haver veículos públicos suficientes para retirar as pessoas.
A situação é especialmente complicada para os milhares de refugiados que foram transferidos para Houston por causa do furacão "Katrina" e que agora vão para Fort Chaffee, no estado do Arkansas.
A população do estado do Luisiana, sobretudo da cidade de Nova Orleães, não está livre da passagem do furacão e, por isso, também foi ordenada a transferência das poucas pessoas que estão naquela localidade.


