Sócrates reafirmou ontem que medida vai avançar

Ambientalistas de Souselas prometem combater co-incineração

19.10.2005 - 08:07 Por Lusa

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A fábrica de cimento da Cimpor labora há cerca de 30 anos em Souselas A fábrica de cimento da Cimpor labora há cerca de 30 anos em Souselas (Paulo Novais/Lusa (arquivo))
A Associação de Defesa do Ambiente de Souselas (ADAS) reiterou hoje a recusa da co-incineração na cimenteira desta freguesia do concelho de Coimbra, que prometeu combater "por todos os meios legais".

"Vamos defender os legítimos direitos da população de uma forma ordeira e civilizada, argumentado com suporte técnico e científico", declarou à Lusa João Pardal, presidente da ADAS.

O biólogo, eleito pelo PSD nas autárquicas de 9 de Outubro para a presidência da junta de freguesia de Souselas, lamentou que o primeiro-ministro, José Sócrates, "insista em aumentar o passivo ambiental" da localidade, onde a fábrica de cimento da Cimpor labora há cerca de 30 anos.

O primeiro-ministro reafirmou ontem, no Porto, que a co-incineração de Resíduos Industriais Perigosos (RIP) vai avançar "em breve" nas cimenteiras de Souselas (Coimbra) e Outão (Setúbal), recomendadas há cerca de quatro anos pela Comissão Científica Independente criada para o efeito, quando Sócrates era ministro do Ambiente do segundo governo de António Guterres.

"A co-incineração dos RIP é uma opção errada do ponto de vista económico, ambiental e de saúde pública", disse o presidente da ADAS.

José Sócrates, ao relançar o processo da co-incineração, revela "uma teimosia doentia", segundo o ambientalista, que defendeu "a reciclagem e regeneração de óleos e solventes" como contributo para fazer face à crise energética do país e sua "grande dependência" da importação do petróleo.

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Comentário + votado

E o que se passa entretanto?

Chega de populismos. A co-inceneração foi analisada e foi concluído que não origina um decréscimo ...

Anónimo

20.10.2005 00:22

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