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Cacém

Alunos explicam esfaqueamento de jovem dentro da escola com rivalidade entre grupos

08.05.2008 - 20:30

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A agressão de hoje na escola do Cacém teve origem em conflitos entre grupos rivais A agressão de hoje na escola do Cacém teve origem em conflitos entre grupos rivais (Enric Vives Rubio)
Alunos da Escola Secundária Matias Aires, no Cacém, acusam os dois jovens implicados no esfaqueamento de hoje de pertencerem a grupos rivais.

Um jovem de 18 anos foi hoje esfaqueado por outro de 17, às 9:30, dentro das instalações da escola secundária Matias Aires, tendo tido alta hospitalar ao início da tarde.

O alegado infractor encontra-se, segundo fonte da PSP, "detido por posse de arma ilegal".

João, nome fictício por medo de represálias dentro da escola, disse à Lusa que este incidente se deve a "coisas de rivalidades entre grupos de diferentes bairros".

"O rapaz que deu a facada morava em frente à escola Ferreira Dias, no Cacém de Cima, e o que foi esfaqueado morava no Cacém de Baixo. Eles estudam nesta escola e pertencem a grupos diferentes", disse o aluno de 17 anos.

Segundo este aluno da escola do Cacém, "existia uma embirrância entre eles pois o rapaz que levou a facada costumava ir para o bairro do outro meter-se com os mais novos e depois [por sua vez] vingavam-se quando o apanhavam na estação de comboios e ele deve-se ter fartado de apanhar tareias".

"O rapaz que esfaqueou deve-se ter fartado das esperas e das tareias que levava do grupo do outro rapaz e então trouxe uma faca para a escola", disse, acrescentando que ambos os grupos têm cerca de 30 elementos cada.

Sara, nome fictício, e outros alunos que se encontravam à entrada da escola corroboram a história de João, e garantem que foi a primeira vez que algo semelhante aconteceu na Matias Aires.

"Foi uma coisa estúpida. Estou cá há quatro anos e nunca vi problemas destes embora estudem aqui alunos do Cacém de Cima, Cacém de Baixo e de Mira-Sintra", disse a jovem de 19 anos, que se encontrava no local quando a Guarda Nacional Republicana, deteve o alegado agressor às 10h30.

A Lusa contactou o Conselho Directivo da escola para obter uma reacção sobre este incidente e para questionar a alegada rivalidade entre grupos dentro da escola, mas não obteve resposta.

Contactada pela Lusa, fonte da PSP negou a existência de grupos no Cacém, à semelhança do que aconteceu há quatro meses em Rio de Mouro quando um jovem (que residia no Cacém) alegadamente matou duas pessoas com recurso a arma de fogo, naquilo que alguns órgãos de comunicação social anunciaram como rixa entre gangues.

"Há de facto uma delinquência juvenil em crescendo, reflexo de alguns problemas sociais. Tratam-se de alguns indivíduos, com idades entre os 16 e os 20, que já estão referenciados pela polícia, contudo não há liderança organizada", referiu a mesma fonte.

As autoridades justificam o incidente da Matias Aires como "uma situação relacionada com o factor adolescência", contudo, referiu a fonte, não são estas situações "que neste momento mais preocupam a polícia".

"O grupo que assalta as pastelarias, esse sim é uma preocupação", disse a fonte, adiantando já existirem alguns "indivíduos referenciados pela polícia", implicados nesses crimes.

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Comentário + votado

quem?

"O grupo que assalta as pastelarias, esse sim é uma preocupação", disse a fonte, adiantando já ...

Andreia

09.05.2008 09:21

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