Os candidatos a magistrados suspeitos de conhecerem por antecipação o exame do CEJ deverão ser submetidos a nova avaliação. Vai realizar-se uma averiguação interna e deixará de haver os chamados "testes americanos" naquela escola de formação de juízes.Foi o que o vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura(CSM), Bravo Serra, propôs aos directores do CEJ com quem esteve reunido esta tarde.
A decisão de “passar” todos os candidatos a magistrados no exame relativamente ao qual existe a suspeita de ter sido conhecido por antecipação, não é definitiva, esclareceu, em declarações ao PÚBLICO, o vice presidente do Conselho Superior da Magistratura, Bravo Serra, que esteve reunido esta tarde com a directora do Centro de Estudos Judiciários, Ana Geraldes.
A última palavra sobre a atitude a tomar face às suspeitas existentes caberá ao Conselho Pedagógico daquela escola de formação de juízes, diz Bravo Serra.
Na reunião desta tarde, em que esteve também presente o director-adjunto do CEJ, Luis Eloy, considerou-se a possibilidade de a avaliação respeitante às cadeiras de direito penal e processual penal, ter sido conhecida por antecipação, e não de ter havido "copianço" já que as salas estariam bem vigiadas por professores
Bravo Serra defendeu a necessidade de realizar “outra avaliação seja de que forma for” de maneira a que seja restabelecida a “equidade entre os auditores”.
Será também feita uma averiguação interna das circunstâncias em que se verificou a situação que o vice presidente do CSM designa de “lamentável” e que, defende, “não pode passar impune”.
Bravo Serra acordou ainda com a directora do CEJ que “não mais haverá testes americanos” (em que as respostas são dadas com marcação de cruzes) para que seja respeitada a “equidade e rigor da formação de magistrados”.
Título alterado às 20h00


