Aluno que esfaqueou professor condenado a dois anos e meio de prisão

21.12.2009 - 16:05 Por Samuel Silva
O tribunal de Braga condenou a dois anos e meio de prisão efectiva o ex-aluno da Universidade do Minho que esfaqueou um professor. O acórdão iliba o arguido da acusação de homicídio na forma tentada, mas dá como provado um crime de ofensa à integridade física qualificada.
O colectivo de juízes entendeu que o jovem deve cumprir pena efectiva, apesar de estarem reunidas as condições para a suspensão do tempo de prisão. No entanto, a atitude demonstrada ao longo de todo o processo acabou por determinar esta decisão.
Sérgio Barbosa não compareceu a nenhuma das sessões do julgamento e recusou os contactos com o Instituto de Reinserção Social. "Não demonstrou arrependimento, pelo que a ameaça de prisão não parece ser suficiente para desviá-lo do crime", determina a sentença.
O caso remonta a Julho de 2007, quando o jovem frequentava o 4º ano do curso de Direito da Universidade do Minho. Sérgio Barbosa pediu que lhe fosse concedido um estatuto especial por deficiência, pelo facto de sofrer de gaguez. O ex-aluno foi ter com o professor Luís Gonçalves, presidente da Escola de Direito, acusando-o de não o ter apoiado nessa pretensão. No meio da discussão, o jovem puxou de um faca de cozinha, com um lâmina de 12 centímetros, que levava na pasta e atacou o professor, provocando-lhe ferimentos na face, no tórax e num braço.
O jovem foi ainda condenado ao pagamento de 20 mil e 500 euros de indeminização a Luís Gonçalves. Moura Duarte, advogado do arguido, afirmou que, apesar da condenção, ficou "muito satisfeito" com a decisão. "Conseguimos provar que não houve intenção de matar. A estratégia de defesa foi acolhida e a condenação resulta apenas de uma decisão individual e unilateral do meu constituinte", afirmou. O causídico não decidiu ainda se vai ser apresentado recurso da decisão do tribunal.

