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A partir de 1 de Outubro

Alto comissário da Saúde vai dirigir instituto Ricardo Jorge

20.09.2006 - 09:55 Por Lusa

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Pereira Miguel vai ocupar o cargo no próximo mês Pereira Miguel vai ocupar o cargo no próximo mês (Adriano Miranda/PÚBLICO (arquivo))
O alto comissário da Saúde, José Pereira Miguel, vai assumir a direcção do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge a partir de 1 de Outubro.

A informação foi avançada pelo ministro da Saúde, António Correia de Campos, que, em entrevista à agência Lusa, não quis revelar quem vai ocupar a direcção do Alto Comissariado da Saúde. O ministro garantiu, contudo, que o nome será divulgado "dentro de muito pouco tempo", após a publicação da nova lei orgânica do Ministério da Saúde, que deverá ocorrer no início de Outubro.

Entre as alterações introduzidas por este documento conta-se "o reforço" das funções do alto comissário da Saúde, que passa a ter "uma estrutura mais permanente", cabendo-lhe a responsabilidade pela estratégia do Ministério da Saúde e o controlo do Plano Nacional de Saúde (principais linhas de uma intervenção global a concretizar até 2010).

O ministro da Saúde pormenorizou ainda que o alto comissário vai passar a ser coadjuvado por dois comissários adjuntos.

O cargo de alto comissário da Saúde foi criado em Agosto de 2001 por Correia de Campos, quando ocupava a mesma posição no Governo socialista liderado por António Guterres, e é exercido desde essa data por José Pereira Miguel, que acumulou a função com a de director-geral da Saúde.

Em Agosto de 2005, o Governo decidiu separar os dois cargos e José Pereira Miguel passou a liderar uma estrutura que assumiu ainda a responsabilidade de coordenar programas considerados prioritários nas áreas cardiovascular, oncológica, sida e na saúde das pessoas idosas.

António Correia de Campos justificou a nomeação de Pereira Miguel para a direcção do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge com a necessidade de transformar este laboratório do Estado "num grande instituto de investigação em saúde pública".

A intenção do ministro é aumentar o número de doutorados do instituto em quatro anos, dos actuais 30 para cem, e incentivar a investigação nas áreas biomédicas e em sistemas de saúde.

O actual director do instituto, Fernando Almeida, foi convidado pelo ministro da Saúde para coordenar a integração dos três hospitais psiquiátricos da zona centro.

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