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Região europeia mais afectada neste século

Alterações climáticas vão afectar sobretudo a bacia mediterrânea

28.10.2005 - 10:28 Por Lusa

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A bacia mediterrânea e as regiões alpinas serão, no continente europeu, as zonas mais afectadas por um aquecimento climático no século XXI, indica um relatório internacional hoje publicado pela revista "Science". As temperaturas vão subir, a queda de neve dos Alpes vai alterar-se e a seca e os incêndios florestais vão tornar-se mais frequentes.
A bacia do mediterrâneo vai sofrer mais as consequências do aquecimento global A bacia do mediterrâneo vai sofrer mais as consequências do aquecimento global (Google Earth)

O relatório, produzido por 16 institutos de investigação europeus, baseia-se no modelo informático mais detalhado de sempre sobre o impacto do aquecimento climático da Europa ocidental no ambiente e nas populações até 2080.

"De todas as regiões europeias, a bacia mediterrânea parece ser a mais vulnerável a um aquecimento global do clima", num cenário em que a subida das temperaturas e a diminuição das precipitações provocarão carências de água, segundo o documento.

"As consequências serão secas, incêndios florestais, deslocação para norte de variedades tradicionais de árvores e perda de terrenos agrícolas", acrescentam. De acordo com estas previsões, 14 a 38 por cento da população da bacia mediterrânea viverá em zonas onde haverá falta de água. "Estas carências serão provavelmente agravadas nesta região pelas regas e o turismo", assinala o estudo.

O aquecimento climático irá também modificar a cobertura de neve nos Alpes. Segundo este estudo, a neve cairá nas próximas décadas mais frequentemente a partir de altitudes de 1500 a 1700 metros, quando actualmente neva a partir de 1300 metros. Nos Alpes suíços, por exemplo, as superfícies esquiáveis deverão diminuir dos 85 por cento actuais para 63 por cento, estimam os investigadores.

O estudo, que abrange 15 países da União Europeia, a Suíça e a Noruega, prevê um aumento das temperaturas médias entre 2,1 e 4,4 graus Celsius até 2080.

Para minimizar o impacto dos gases com efeito de estufa, a União Europeia defende a aplicação do Protocolo de Quioto sobre a redução dessas emissões poluentes.

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