A preparação das empresas para uma situação de pandemia, seja a desta nova gripe ou de uma outra doença que venha a declarar-se no futuro, passa por “medidas muito básicas mas organizativas”, explica Fernando Chaves, coordenador de desenvolvimento de negócio da Marsh, uma corretora de seguros e consultoria de riscos.
Para assegurar a saúde dos próprios trabalhadores, muitas empresas têm de reduzir ao mínimo o seu nível de actividade.
No entanto, a empresa não pode deixar de fornecer serviços mínimos essenciais, especialmente em sectores vitais para a população: banca, telecomunicações, abastecimento de água e energia, hospitais, transportes e muitos outros.
É preciso por isso preparar com antecedência planos de contingência e de continuidade do negócio.
Regras importantes? Definir quem é que substitui quem, para o caso de haver um elevado grau de absentismo provocado por casos declarados da doença.
O mais provável será que muitos trabalhadores necessitem de ficar em casa mesmo não estando doentes, para tomar conta de crianças ou de outros membros da família ou mesmo como forma de precaução.
Outra regra: perceber quais são as funções básicas dentro da empresa para que a actividade se mantenha, mesmo que em níveis mínimos.
Assegurar que a cadeia de fornecimento e de distribuição não se interrompe é também essencial: traduz-se em saber se os respectivos fornecedores da empresa e outras partes importantes para o negócio dispõem de planos internos para lidar com este tipo de situações.
Escolher e assegurar que há fornecedores e distribuidores alternativos para apoiarem a firma, no caso de os habituais falharem, é outra regra importante.
“Pode não ser comportável em termos de economia de escala, mas uma coisa é uma situação corrente de negócio e outra uma situação extraordinária de negócio”, sustenta Fernando Chaves.
Definir como se faz a comunicação de normas para evitar o contágio é também fundamental: praticar mais distanciamento social dentro e fora do local de trabalho (não cumprimentar com beijos ou apertos de mão, por exemplo), ou utilizar toalhetes para tocar nas maçanetas das portas.
Quanto aos equipamentos informáticos, essenciais em muitas actividades, é necessário fazer testes para definir se a rede da empresa tem capacidade para suportar uma elevada taxa de pessoas a trabalharem a partir de casa.
Há ainda que ter a certeza de que os sistemas de ar condicionado dos edifícios são independentes dos sistemas de refrigeração do parque informático. Numa situação grave, é obrigatório desligar o ar condicionado para evitar contágios.


