Crise

Alegre diz estar disponível para corresponder ao apelo de solidariedade do bispo auxiliar de Lisboa

23.07.2010 - 17:24 Por Lusa

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Manuel Alegre interpretou que Carlos Azevedo “não falou apenas dos políticos” e disse estar disposto a corresponder ao apelo Manuel Alegre interpretou que Carlos Azevedo “não falou apenas dos políticos” e disse estar disposto a corresponder ao apelo (Daniel Rocha)
O candidato presidencial Manuel Alegre manifestou-se hoje disponível para corresponder ao apelo feito pelo bispo auxiliar de Lisboa, Carlos Azevedo, no sentido de ser criado um fundo social destinado aos sectores mais pobres da população.

Manuel Alegre falava aos jornalistas a meio de uma visita ao Jardim de Infância da Associação Unidos de Cabo Verde, no Casal da Mira, no concelho da Amadora.

Na visita, o candidato presidencial esteve acompanhado por cinco presidentes de câmara socialistas do distrito de Lisboa Joaquim Raposo (Amadora), Maria da Luz Rosinha (Vila Franca), Carlos Tavares (Loures), Susana Amador (Odivelas) e Joaquim Ramos (Odivelas).

Estiveram ainda na visita ao centro da Associação Unidos de Cabo Verde – uma instituição privada de solidariedade social, cujo jardim de infância é frequentado por 75 crianças (dos três aos cinco anos de idade), os deputados Rita Calvário (Bloco de Esquerda), Ramos Preto (PS), Marcos Sá (PS) e Duarte Cordeiro (PS).

Manuel Alegre elogiou as funções de cidadania e de inclusão desenvolvidas por esta associação, que abrange actividades de ressocialização e de educação da infância, passando pela criação de grupos de música e de dança.

Quinta feira “ouvi o bispo D. Carlos Azevedo fazer um apelo às pessoas para a solidariedade. Dirigiu-se aos cristãos, mas cristãos ou não cristãos todos têm essa responsabilidade de ajudar os outros num momento de crise”, declarou o candidato presidencial apoiado pelo PS e pelo Bloco de Esquerda.

Já sobre a proposta do bispo auxiliar de Lisboa para que os políticos descontem 20 por cento do seu salário para a criação de um fundo de solidariedade, Manuel Alegre interpretou que Carlos Azevedo “não falou apenas dos políticos” e disse estar disposto a corresponder ao apelo.

“Acho bem que cada um desconte aquilo que puder. Eu já desconto muito nos meus impostos e o bispo esqueceu-se de uma coisa: pagar impostos é necessário, porque esse é o primeiro dever de todos os cidadãos”, frisou.

Nas declarações que fez aos jornalistas, Manuel Alegre salientou também a importância de terem estado no Jardim de Infância da Associação Unidos de Cabo Verde ”vários presidentes de câmaras, que desempenham um importante papel no sentido de estimular as empresas e as instituições privadas a assumirem a sua responsabilidade social”.

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Dr. Mnauel Alegre

Como poeta que sois, por certo conheceis bem a frase: "palavras leva-as o vento" . ...

José Braga

23.07.2010 18:49

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