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Se os cidadãos e as autarquias não pouparem

Águas do Algarve admite falhas no abastecimento nas horas de maior consumo

18.07.2005 - 13:39 Por Lusa

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 (DR)
O abastecimento de água no Algarve poderá sofrer falhas, principalmente entre as 18h00 e as 21h00, se os particulares e as autarquias não pouparem, alertou hoje o administrador da Águas do Algarve.

Se as autarquias não conseguirem reactivar os furos para compensar a diminuição de água pública, a "água vai faltar nas torneiras", afirmou Artur Ribeiro, administrador da Águas do Algarve, que diminuiu o fornecimento em cerca de 45 por cento em relação a 2004.

"Se não houver poupança, a falha de água pode acontecer a qualquer momento", alertou Artur Ribeiro, lembrando que a melhor forma de lutar contra essa hipótese é as autarquias encherem os depósitos o mais possível nas "horas mortas", para combater os gastos na hora de ponta.

A seca severa ou extrema que assola o país agudiza-se no Algarve durante a época alta. No Barlavento algarvio, de Albufeira a Sagres, o fornecimento de água pública diminuiu 25 por cento desde Outubro passado.

No Sotavento algarvio, entre Albufeira e Vila Real de Santo António, até ao final do mês vai diminuir em 20 por cento o abastecimento público de água em relação ao ano passado.

A Águas do Algarve vai disponibilizar um determinado volume de água a todas as autarquias, mas cada um dos 16 municípios algarvios terá também de reactivar furos para compensar a falta de água, explicou Artur Ribeiro.

A Águas do Algarve, em conjunto com a Comissão de Coordenação para o Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR) e a Junta Metropolitana do Algarve (AMAL), lançaram hoje um alerta a toda a população para renovar a urgência de poupar água.

"Apelamos vivamente a um esforço de poupança, para que o consumo essencial se possa assegurar", indica o comunicado. Na mesma nota de imprensa as entidades acrescentam que esse esforço é absolutamente necessário "pelo facto de não haver quaisquer garantias de que em Outubro comece a chover" e pelo facto de o nível das águas nas barragens algarvias e aquíferos ter "descido drasticamente".

O administrador das Águas do Algarve pediu ainda à população em geral para deixar de lavar os carros e às autarquias para não desperdiçarem água em regas de jardins, por não serem de consumo essencial.

Outra das medidas de poupança que vão ser tomadas pela CCDR do Algarve, AMAL e Águas do Algarve é pedir ao Instituto da Água para que seja adiada a retirada de 1,5 milhões de metros cúbicos de água da Barragem do Funcho em Julho e Agosto que se destinaria à agricultura. Segundo Artur Ribeiro, a água que ainda está na Barragem do Funcho deve ser para o abastecimento público até terminar a época alta, e só depois destinada à agricultura.

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Dessalinização é estratégica.

Considero que todas as zonas com água do mar deviam iniciar projectos de dessalinização, para ...

Anónimo

18.07.2005 22:03

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