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Inspecção do IGAS

Agrupamento de centros de saúde prescreveu 238.608 antibióticos, quando média é de 45.738

09.06.2011 - 16:06 Por Lusa

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A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) identificou um Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) que, em 2010, prescreveu 238.608 embalagens de antibióticos, quando a média apurada foi de 45.738.

No relatório de actividades da IGAS no ano passado, este organismo do Ministério da Saúde apurou um “panorama maioritariamente desfavorável” nos ACES em matéria de medidas para melhorar a qualidade da prescrição médica e a utilização racional do medicamento.

Numa acção em que a IGAS avaliou as medidas implementadas na generalidade dos ACES para melhorar a qualidade da prescrição médica e a utilização racional do medicamento, esta inspecção concluiu que apenas 42,6 por cento dos ACES promoveu o controlo médico sobre os níveis de prescrição em doentes crónicos.

Relativamente à prescrição de anti-infecciosos/anti-bacterianos), a IGAS identificou os ACES com “valores superiores à média dos indicadores relativos ao total de embalagens deste grupo farmacológico e, por conseguinte, no número de embalagens por utilizador)”.

Um desses ACES apresentava um número total de embalagens de antibióticos prescritas de 238.608, quando a média apurada foi de 45.738 e de cefalosporinas, de 37.846.

Em relação aos medicamentos para as doenças endócrinas (anti-diabéticos orais, a acção da IGAS apurou que os 57 ACES que prestaram informação tinham prescrito 4.862.191 embalagens e que um ACES situado na Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo apresenta “o valor mais elevado por diabético referenciado”.

Segundo a IGAS, 28 ACES apresentaram nesse período “valores superiores à média apurada” de medicamentos anti-hipertensores e do aparelho cardiovascular prescritos.

Nesta acção ficou ainda apurado um ACES com o número mais elevado de embalagens de antipsicóticos prescritas: 269.677.

A IGAS chama a atenção para o facto de, em muitos casos, ser ausente “o controlo de registos clínicos, designadamente os registos dos contactos indirectos, que nem sempre expressavam de forma clara o motivo do contacto”.

Foram “identificadas situações em que os médicos admitem proceder à renovação do receituário, sem se certificarem da sua necessidade”, lê-se no relatório.

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