Um agente à civil da PSP baleou um rapaz de 14 anos na cabeça, ontem à noite, na Amadora. O rapaz deu entrada no Hospital São Francisco Xavier e entretanto faleceu.
O incidente ocorreu depois das nove da noite, próximo do supermercado Lidl da Falagueira, segundo relata o Correio da Manhã online.
O jornal conta, sem citar fontes, que o jovem seguiria num carro supostamente furtado, com dois outros suspeitos, e que agentes da Esquadra de Investigação Criminal da PSP da Amadora identificaram a matrícula do carro e avançaram para a perseguição.
“Os três suspeitos saíram do carro e, segundo fontes policiais, pelo menos um deles estaria armado. Como reacção a um eventual disparo, um dos agentes da PSP puxou da sua arma de serviço e atingiu o jovem na cabeça”, relata o CM.
A morte do jovem Elson Sanches foi confirmada à agência Lusa por fonte do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, que disse não poder adiantar mais pormenores, confirmando apenas que o jovem fora baleado na cabeça.
O PÚBLICO contactou as relações públicas da PSP, que não deram informação sobre o caso, remetendo para um comunicado que deverá ser distribuído à comunicação social.
O caso foi desde entregue à secção de homicídios da Polícia Judiciária de Lisboa, que apreendeu a pistola, de calibre 7,65 mm, ao agente da PSP, que ainda segundo o mesmo jornal já foi constituído arguido.
PSP desmente desacatos
O Comando Metropolitano da PSP de Lisboa emitiu entretanto um comunicado onde desmente a notícia do “Correio da Manhã” no que respeita à existência de desacatos ontem à noite junto ao Hospital São Francisco Xavier, para onde o jovem baleado foi transportado.
Na sua notícia, o jornal disse que familiares e amigos da vítima, reunidos junto ao hospital, revoltados, tinham provocado desacatos e que chegaram a ser disparados tiros para o ar.
“Na sequência do internamento de um jovem ferido gravemente com um disparo policial, este Comando diligenciou no sentido de prevenir qualquer alteração à ordem pública junto do referido estabelecimento hospitalar, no entanto, os poucos familiares que lá se deslocaram permaneceram sempre calmos, não provocando qualquer distúrbio ou desacato”, lê-se no comunicado da PSP.
A polícia diz também que emitirá mais tarde outro comunicado com esclarecimento acerca da situação descrita, sem especificar se se trata da situação relativa à ordem pública junto ao hospital ou todo o caso que levou à morte do jovem.
Notícia actualizada às 12h45


