Advogado de uma das três jovens mortas em Santa Comba Dão pede indemnização

11.07.2007 - 17:58 Por Graça Barbosa Ribeiro
O advogado de Joana Oliveira, uma das três jovens mortas em Santa Comba Dão, pediu pena máxima para o ex-militar da GNR acusado dos crimes e uma indemnização de 210 mil euros.
Falando nas alegações finais, a advogada de defesa de António Costa disse que "os direitos do arguido foram postos em causa" na medida em que desde do início o ex-militar da GNR foi "tratado como culpado, 'serial killer' e psicopata". A defesa argumentou ainda não ter sido estabelecido "um nexo de causalidade entre o arguido e os crimes" e, sem pedir a absolvição do ex-militar, concluiu dizendo: "vossas excelências dirão de sua justiça".
O arguido, que chorou durante a alegação da defesa, pediu para se dirigir ao colectivo, estando António Costa agora reunido com a sua advogada.
Esta manhã, o Ministério Público pediu, no Tribunal da Figueira da Foz, pena máxima para António Costa, acusado do homicídio das três jovens.
Pena máxima "porque não pode ser mais, devia ser mais" pediu hoje o procurador Jorge Leitão, depois de exames médico-legais terem dado o réu como imputável.
João Pereira, advogado de Mariana Lourenço, uma das vítimas, acrescentou ainda que a lei, nestes casos, deve ser, a curto prazo, rectificada: "Matar uma, duas ou três pessoas é o mesmo. A pena máxima é muito mínima", disse sobre os 25 anos de pena máxima.
António Costa, 53 anos, responde por dez crimes, três de homicídio qualificado, três crimes de ocultação e um de profanação de cadáver, dois de coacção sexual na forma tentada e um de denúncia caluniosa, incorrendo na pena máxima de 25 anos, em cúmulo jurídico.
Para a próxima sessão do julgamento, agendada para quarta-feira, é esperado que seja feita a leitura da sentença.

